De acordo com a PJ, este protocolo agora assinado representa um avanço na articulação entre ambas as instituições, possibilitando uma resposta ainda mais coordenada na prevenção e combate à criminalidade económico-financeira em Cabo Verde.
“O Protocolo ora rubricado vem reforçar os termos de colaboração entre as duas instituições, definindo procedimentos para o envio, análise e tratamento de notas suspeitas ou contrafeitas, partilha de informação, elaboração de relatórios periciais e estatísticos, bem como a realização de acções de formação conjunta para os funcionários das instituições”, sublinhou esta autoridade em nota.
Este Protocolo prevê ainda a articulação entre as partes no domínio da guarda de valores apreendidos pela PJ, incluindo moeda nacional e estrangeira, bem como demais apreensões ligadas à criminalidade económico-financeira, assegurando os procedimentos necessários de custódia, conservação e devolução, nos termos legais aplicáveis.
Durante o acto de assinatura, os representantes das duas instituições sublinharam a importância do Protocolo, destacando que o mesmo vem formalizar um acordo já existente e reforçar a cooperação institucional no combate à criminalidade, fortalecendo meios, procedimentos e estratégias conjuntas ao serviço da sociedade cabo-verdiana.
O Director Nacional da PJ, Manuel da Lomba, e a respectiva comitiva, e o Governador do Banco de Cabo Verde, Óscar Santos, igualmente acompanhado pela sua comitiva, trocaram ainda informações relativamente aos procedimentos adoptados por ambas as instituições no que concerne ao desaparecimento de moedas nacionais, ao desenrolar do modus operandi identificado, aos resultados já alcançados e às diligências ainda em curso, bem como ao controlo de moedas internacionais em circulação entre as ilhas do arquipélago.
Ainda sobre este ponto, o Director Nacional da PJ reforçou o trabalho desenvolvido pela instituição nesta área, destacando o reforço dos meios humanos, com o recrutamento, no último concurso, de mais seis especialistas nas áreas de falsificação e documentoscopia para o Laboratório da Polícia Científica, bem como a aquisição de novos meios tecnológicos para o referido laboratório.
“Com este Protocolo, a PJ e o BCV fortalecem ainda mais a cooperação no combate à criminalidade económico-financeira, contribuindo para a protecção da integridade do dinheiro em circulação e para a salvaguarda da confiança da sociedade no sistema monetário nacional”, frisou a PJ.
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