Admilson Mendes falava em entrevista à Inforpress, à margem de uma actividade realizada na comunidade de Castelão, "Juntos contra o Tráfico de Pessoas", para chamar a atenção das pessoas para a questão do tráfico humano.
Afirmou ser uma realidade no país, tendo em conta o desaparecimento de crianças, pelo que, defende, é preciso abordar esta problemática e consciencializar a comunidade dos riscos.
“É um flagelo enfrentado no mundo todo, pelo que queremos que a comunidade compreenda quais são os riscos, que podem acontecer dentro da comunidade e também no mundo digital, onde a "abordagem é mais facil”, referiu esta mesma fonte, mostrando a importância de sensibilizar e proteger os mais vulneráveis deste fenómeno.
Durante a actividade mencionou ainda que vai decorrer a assinatura de um protocolo com o Ministério da Justiça com o objectivo de dar seguimento a alguns projectos da associação, nomeadamente da criação de um gabinete de mediação de conflitos.
“Para que as pessoas possam compreender como é que funciona a lei, e cumprir. Vamos fazer este exercício, com acções de sensibilização para os moradores, crianças e nas escolas”, avançou este responsável, abordando também um outro projecto denominado de Cidadania Activa, visando a diminuição da criminalidade no bairro.
Por outro lado, o presidente do Observatório Nacional de Tráfico de Pessoas, José Luís, frisou que a iniciativa é reforçar a sensibilização em todas as comunidades sobre este fenómeno, perceber os indicadores e como proteger.
“Estamos a falar de um crime complexo, organizado, pelo que quanto mais pessoas estiverem envolvidas e preparadas, o país estará mais capaz de dar combate, principalmente nas comunidades mais vulneráveis”, reforçou José Luís.
A actividade foi realizada pela Associação "Donu Nha Distinu", em parceria com o Observatório Nacional de Tráfico de Pessoas e do Ministério da Justiça, que contou com a presença da ministra da Justiça, Joana Rosa.
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