De acordo com um comunicado do Instituto do Mar (IMAR), estes encalhes não representam apenas perdas isoladas, constituindo também indicadores relevantes sobre o estado de saúde dos oceanos. Os cetáceos desempenham um papel essencial na regulação das cadeias alimentares e na redistribuição de nutrientes, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
A mesma fonte recorda que, em 2022, um grupo desta espécie foi assinalado ao largo da ilha, tendo emitido sinais durante 163 dias, o que aponta para condições favoráveis à presença e conservação de cetáceos na região, segundo dados de campanhas de monitorização.
As causas de encalhes podem ser diversas, incluindo doenças, poluição sonora, alterações ambientais, presença de toxinas e o próprio comportamento social destes animais. A observação de tubarões nas proximidades do local do encalhe ilustra, ainda, o funcionamento natural do ciclo trófico, evidenciando a complexidade dos ecossistemas oceânicos.
O IMAR sublinha que, embora impactantes, as imagens destes episódios contribuem para uma melhor compreensão da vida marinha e reforçam a necessidade da sua conservação.
Em Cabo Verde, acrescenta a instituição, o oceano assume um papel central na história, cultura e identidade do país, sendo estes acontecimentos um alerta para a importância de proteger os mares e a biodiversidade, em benefício das gerações futuras.
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