Os dados do Inquérito Multiobjectivo Contínuo (IMC) 2025 mostram ainda que 77,3% dos indivíduos com 10 anos ou mais utilizaram internet nos três meses anteriores ao inquérito, sendo a utilização mais expressiva entre os jovens dos 15 aos 34 anos. Entre os indivíduos dos 25 aos 34 anos, 91,3% utilizaram internet, enquanto na faixa dos 15 aos 24 anos a taxa foi de 87,6%.
Na apresentação dos resultados, o INE sublinha que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) desempenham um papel importante na democratização do acesso à informação, comunicação, formação e conhecimento, permitindo aos cidadãos acompanhar acontecimentos nacionais e internacionais e facilitar contactos entre pessoas de diferentes regiões e países.
O relatório revela igualmente que 78,2% dos indivíduos com idade igual ou superior a 10 anos possuíam pelo menos um telemóvel em 2025, com maior incidência no meio urbano (80,4%) do que no meio rural (71,2%). Entre os jovens dos 25 aos 34 anos, 91,7% possuíam telemóvel.
Apesar do elevado uso da internet e do telemóvel, apenas 29,7% dos agregados familiares possuíam computador, incluindo desktop, portátil ou tablet. No meio urbano, a percentagem foi de 34,6%, enquanto no meio rural ficou nos 14,3%.
Segundo o INE, 26,0% dos indivíduos com 10 anos ou mais utilizaram computador nos últimos três meses anteriores ao inquérito, sendo os jovens dos 15 aos 24 anos os que mais recorreram a este equipamento, com uma taxa de utilização de 39,4%.
Relativamente à televisão, os dados mostram que 80,5% dos agregados familiares possuíam pelo menos um aparelho no alojamento, sendo 82,8% no meio urbano e 73,3% no meio rural. Entre as famílias com televisão, 86,8% possuíam apenas um aparelho, 11,3% tinham dois e 1,9% declararam possuir três ou mais aparelhos.
A televisão multicanal, por assinatura, cabo ou satélite, estava disponível para 36,5% das famílias cabo-verdianas, sobretudo no meio urbano, onde a taxa atingiu 39,7%, contra 25,3% no meio rural.
Já o acesso à rádio continua reduzido no país, abrangendo 28,6% dos agregados familiares, com maior incidência no meio urbano (30,6%) do que no rural (22,3%). O estudo mostra ainda que a posse de rádio foi mais frequente em agregados cujo representante era homem, atingindo 35,2%.
O telefone fixo mantém igualmente baixa presença nos lares cabo-verdianos. Segundo o IMC 2025, apenas 9,3% dos agregados familiares possuíam telefone fixo no alojamento, sendo 10,2% no meio urbano e 6,5% no meio rural.
Os dados indicam ainda que 22,7% dos indivíduos com 10 anos ou mais não utilizaram internet nos três meses anteriores ao inquérito, situação mais frequente no meio rural, onde a taxa atingiu 31,2%, contra 20,0% no meio urbano.
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