Governo empossa 17 dirigentes da Polícia Nacional e anuncia novas medidas

PorAnilza Rocha,26 ago 2026 16:08

O Governo nomeou e reconduziu, esta segunda-feira, 17 dirigentes para diferentes cargos de direcção da Polícia Nacional (PN), mantendo Jorge Humberto Semedo Gonçalves como Director Nacional e Roberto Carlos Centeio Lima como Director Nacional Adjunto para as áreas das Operações de Segurança e Ordem Pública.

A cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes e chefias da Polícia Nacional realizou-se no Palácio do Governo, num acto presidido pelo Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, e que contou com a presença do Ministro da Administração Interna, Carlos Sena Teixeira, bem como de representantes de diversas instituições da República.

Entre os novos dirigentes e chefias nomeados encontram-se o Intendente Bremen Celestino de Sousa Levy Cardoso, como Director-Adjunto para a Área da Unidade Orgânica de Planeamento, Orçamento e Formação; o Subintendente Alvarino Varela Ribeiro, como Director Nacional para a Área de Operações de Segurança Aeroportuária e Controlo Fronteiriço, Sistemas de Informação, Comunicações e Ação Estratégica Policial; e o Subintendente Orlando dos Santos Évora, como Director Nacional Adjunto para a Área das Operações Especiais e de Segurança Marítima e Fiscal.

Tomaram igualmente posse o Subintendente José Daniel Vaz Cabral, como Director dos Centros de Comando e Controlo; o Subintendente Domingos Gomes da Rosa, como Comandante Regional de Santiago Sul e Maio; o Subintendente Luís António Sanches de Barros, como Comandante da Polícia Marítima; e a Subintendente Zelinda Helena de Carvalho Vasconcelos, como Directora do Serviço Social da Polícia Nacional.

Integram ainda a nova estrutura o Subintendente Bernardo Ulisses Ferreira Monteiro, como Director de Operações e Comunicações; o Subintendente Evandro Santos Sousa, como Comandante Regional de São Vicente; o Subintendente Gilson Carlos Pereira Tavares, como Comandante das Unidades Especiais; e o Subintendente Carlos Alberto Silva, como Director de Fronteiras.

Completam a lista dos novos responsáveis o Subintendente Aprígio Stock Delgado Zego, como Comandante Regional da Boa Vista; o Comissário Adelino Gomes Monteiro, como Comandante Regional do Sal; o Comissário Maurino Lima Neves, como Comandante Regional do Fogo, com jurisdição sobre a Ilha Brava; e o Comissário José Luís Pereira, como Director do Gabinete Estratégico de Acção Policial.

“Uma nova legislatura”

No seu discurso, na cerimónia de posse, o ministro da Administração Interna, Carlos Sena Teixeira, afirmou que o Governo pretende construir uma política de segurança “mais inteligente, mais preventiva, mais próxima, mais colaborativa e tecnologicamente mais capacitada e baseada em evidências”.

Carlos Sena Teixeira defendeu uma mudança de abordagem, com o reforço da capacidade de antecipar e prevenir os riscos, em vez de uma actuação centrada essencialmente na reacção aos acontecimentos.

“Queremos progressivamente abandonar uma concepção de segurança excessivamente centrada na reacção ao acontecimento para construir uma política pública capaz de antecipar, prevenir e agir sobre os factores de risco antes que eles se transformem em problemas de segurança”, afirmou.

Entre as prioridades anunciadas está a criação da Academia de Segurança Interna, concebida como um “centro de excelência” para a formação inicial, contínua e especializada dos efectivos.

O ministro apontou igualmente para o reforço dos recursos da Polícia Nacional, a melhoria das condições de trabalho, a modernização dos equipamentos de comunicação e o aumento da capacidade operacional e de intervenção da corporação.

A valorização dos efectivos, particularmente dos jovens e das mulheres, foi outra das prioridades destacadas por Carlos Sena Teixeira, que anunciou a intenção de avançar com o Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) da Polícia Nacional.

“Paz quase total”

O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, defendeu no discurso de encerramento da cerimónia a necessidade de Cabo Verde assumir “novos sonhos” e “novas utopias”, colocando a paz e a segurança entre as principais aspirações para o país.

“Há a utopia da paz e da segurança”, afirmou Francisco Carvalho, defendendo que Cabo Verde deve voltar a viver, particularmente na Cidade da Praia e em outros centros urbanos, “aquela paz quase total” que, segundo disse, o país outrora viveu.

“Nós temos de ter, novamente, sim, aquela paz. Aquela paz quase total. Aquela que vivemos e que precisamos recuperar”, declarou.

Para o primeiro-ministro, concretizar essa “utopia da paz” exige uma intervenção concertada e permanente entre as diferentes instituições.

Entretanto Francisco Carvalho reconheceu que, para além das nove ilhas que formam o arquipélago, persistem “outras imensas ilhas” dentro da própria Administração Pública.

“Nós temos de conseguir acabar com essas outras imensas ilhas que ainda persistem na nossa Administração Pública”, referiu o governante defendendo uma maior articulação entre as instituições.

O primeiro-ministro considerou, por isso, fundamental uma mudança de mentalidade para responder aos novos desafios do país.

Nesse sentido, apelou aos responsáveis para que estejam permanentemente abertos à crítica, independentemente da sua origem.

“Nós temos de ter a abertura mental, a serenidade, para ouvir a crítica. Ouvir, analisar e depois ver se faz sentido ou não. Não condenar as vozes críticas logo à partida. Não há desenvolvimento sem crítica”, sustentou o Primeiro Ministro.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1291 de 26 de Agosto de 2026.

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Autoria:Anilza Rocha,26 ago 2026 16:08

Editado porClaudia Sofia Mota  em  28 ago 2026 23:19

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