Segundo a organização ambiental, diversas espécies de aves marinhas utilizam referências naturais, como a luz da Lua e das estrelas, para se orientarem durante os voos nocturnos.
A presença de iluminação intensa nas zonas costeiras pode interferir nesse processo de orientação, aumentando o risco de colisões, exaustão e mortalidade.
A Taola+ chama a atenção para o facto de a iluminação pública, embora frequentemente associada ao desenvolvimento urbano, poder ter impactos sobre a biodiversidade, particularmente em áreas costeiras onde se encontram importantes zonas de nidificação de aves marinhas.
“Reconhecendo esta realidade, o Plano de Ação para a Conservação das Aves Marinhas de Cabo Verde identifica a poluição luminosa como uma das prioridades de intervenção. Entre as medidas propostas estão campanhas de sensibilização, a colaboração com municípios e operadores turísticos e a implementação de medidas de mitigação nas áreas críticas de nidificação”, escreveu a organização.
De acordo com a ONG, a redução da intensidade da iluminação e o seu direccionamento adequado em locais sensíveis podem contribuir para diminuir a desorientação das aves e, consequentemente, aumentar a sua sobrevivência durante a época reprodutiva.
A organização defende, assim, uma maior atenção ao impacto da iluminação artificial no planeamento e gestão das zonas costeiras, sobretudo durante os períodos de reprodução, quando milhares de aves marinhas estão particularmente vulneráveis.
A TAOLA+ resulta da união das ONG ambientais em Cabo Verde para ampliar a preservação e conservação, inicialmente focada na conservação das tartarugas marinhas.
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