Segundo um comunicado divulgado esta sexta-feira pela PJ, a operação decorreu entre 29 de setembro e 2 de outubro, nas localidades de Santa Maria, Murdeira e Espargos, na ilha do Sal, e no bairro de Safende, na cidade da Praia.
“Entre os nove detidos, oito homens e uma mulher (mãe de uma das vítimas), de nacionalidades cabo-verdiana e espanhola, com idades compreendidas entre os 18 e os 81 anos, todos residentes da ilha do Sal”, refere.
As detenções, efetuadas fora de flagrante delito, resultaram de mandados solicitados à Procuradoria da República da Comarca do Sal e foram executadas pela Brigada de Investigação de Crimes Contra Pessoas.
De acordo com a Polícia Judiciária, os detidos são suspeitos de integrarem uma alegada rede criminosa e estão indiciados por crimes de prostituição de menores, lenocínio, abuso sexual de crianças e agressão sexual de menores, na forma continuada.
As investigações da “Operação Aurora” tiveram início em julho de 2025, na sequência de denúncias relacionadas com crimes sexuais envolvendo crianças. A PJ refere que algumas das alegadas vítimas têm menos de 14 anos e que os abusos terão ocorrido desde 2023 até ao início da operação.
Os nove detidos começaram a ser presentes ao primeiro interrogatório judicial no dia 30 de setembro, tendo conhecido as medidas de coação a 2 de outubro. O Tribunal Judicial da Comarca do Sal decretou prisão preventiva para sete dos suspeitos. Aos outros dois foram aplicadas as medidas de apresentação periódica às autoridades, proibição de saída da ilha do Sal e obrigação de permanência em Cabo Verde.
Com estas decisões, 18 dos 25 detidos no âmbito da “Operação Aurora” encontram-se atualmente em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária reafirma o compromisso no combate à criminalidade grave contra crianças e sublinha que, nos termos da lei, não divulga informações que permitam identificar as vítimas ou os arguidos.
Foto: depositphotos.com
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