O deputado do MpD, Pedro Alexandre Rocha disse esta terça-feira, ser “urgente” a revisão curricular, com vista a retomar o ensino do Francês e Inglês no país, desde o Ensino Básico Integrado (EBI) passando pelo Superior.
O parlamentar eleito na lista do Movimento para a Democracia pelo círculo eleitoral de Santiago Norte fez estas declarações durante o debate sobre o ensino superior, uma iniciativa agendada a pedido do grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).
Segundo Pedro Alexandre, nos tempos que correm, em que a competitividade no mercado do trabalho é cada vez maior, o conhecimento e o domínio das línguas, como o Francês e o Inglês, constituem um “know-how fundamental” para que os jovens que concluam a sua formação possam estar aptos para concorrerem no mercado nacional e internacional do trabalho em pé de igualdade com todos.
É visível, afirmou o deputado, que são muito poucos os cabo-verdianos a ocuparem “lugares de destaque” nas organizações internacionais, como a ONU, a União Africana e mesmo a nível da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), sub-região da qual faz parte Cabo Verde.
Na sua opinião, esses lugares são preenchidos, na sua maioria, pelos anglófonos e francófonos, pelo facto de dominarem o inglês e o francês.
Na perspectiva desse parlamentar, o facto de os cabo-verdianos não dominarem estas duas línguas acaba por lhes dificultar o acesso a concursos internacionais, assim como aos trabalhos de pesquisa e de investigação.
“Na era da informação e do conhecimento, o domínio sobretudo das línguas mais usuais em pesquisas e investigações, como o inglês, o francês e o alemão, tornam-se imprescindíveis para o sucesso do ensino e aprendizagem dos nossos jovens”, sublinhou Pedro Alexandre Rocha, destacando o papel das universidades e dos institutos superiores nesta matéria.
Lembrou que, no passado recente, em todas as políticas educativas o ensino das línguas sempre constituiu a “prioridade das prioridades” em todos os planos curriculares.
“Temos que admitir que houve um recuo, um erro estratégico nestes últimos anos ao secundarizar-se o ensino das línguas, dando relevância aos outros conteúdos curriculares”, concluiu.
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