O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, completou três anos da sua eleição e destaca o contacto com as populações, o reforço da cultura da democracia e da Constituição como marcas fundamentais conquistadas.
Em declarações à Rádio de Cabo Verde, a partir da ilha do Maio, onde se encontra de visita privada, o Presidente que completa hoje três anos eleito e no dia 09 de Setembro três de mandato, diz-se reconfortado com os resultados da sua magistratura.
Questionado sobre a avaliação que faz desses anos, Jorge Carlos Fonseca considera que esta é uma atribuição que considera ser dos cidadãos eleitores, apesar de ter recebido nesta temporada elementos “estimulantes” que só contribuem para exercer as suas atribuições com mais responsabilidade.
“Dos elementos que têm chegado tenho razões para estar reconfortado nesse exercício para estar encorajado, ainda que veja esses sinais como um estímulo, uma acrescente responsabilidades, para que sempre com tranquilidade, mas com paixão continue a exercer essa função durante os dois anos e um mês que me faltam para ser Presidente da República”, afirmou.
Nesses três anos, o Chefe de Estado destaca os contactos com os cabo-verdianos dentro e fora do país, considerando que é “sempre reconfortante” o contacto com as pessoas, com os jovens, conhecer os problemas das pessoas e sempre que necessário transmitir essas preocupações no diálogo com outras autoridades, nomeadamente com o Governo e ajudar a contribuir na resolução dos problemas das pessoas.
O Presidente acredita que no exercício da sua função presidencial contribuiu para uma “maior” dinâmica da democracia, para o seu reforço, assim como da cultura da Constituição.
Quanto à possibilidade da sua recandidatura a mais um mandato, Jorge Carlos Fonseca entende que ainda é cedo e que no momento exacto vai pronunciar-se sobre o assunto aos cabo-verdianos.
Jorge Carlos Fonseca foi empossado como o primeiro cabo-verdiano a chegar à Presidência da República apoiado por um partido de cor política diferente daquele que governa.
Apoiado pelo Movimento para a Democracia (oposição), foi eleito Presidente da República no dia 21 de Agosto de 2011, à segunda volta, em que derrotou o candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV- poder), Manuel Inocêncio Sousa.
O então candidato presidencial recebeu 55% dos votos, contra 45% de Manuel Inocêncio Sousa, transformando-se no quarto Presidente da República de Cabo Verde, depois de Aristides Pereira (1975/91), António Mascarenhas Monteiro (1991/2001) e Pedro Pires (2001/2011).
Aristides Lima foi o primeiro a posicionar-se para as eleições presidenciais de 2011, mas viu o seu partido, o PAICV, a apoiar um dos adversários internos, ou seja, Manuel Inocêncio Sousa. Não desistiu e avançou com uma candidatura da cidadania.
As presidenciais de 2011 contaram ainda com a participação do independente, Joaquim Monteiro, que ficou na história por ser o único candidato que, para fazer as suas campanhas eleitorais, andava de táxis e autocarros.
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