Mau ano agrícola: UCID defende criação de fundo de catástrofe

PorFretson Rocha,7 nov 2017 10:34

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O presidente da UCID, reeleito no 17º congresso do partido, que aconteceu no passado fim-de-semana, defendeu ontem a criação de um fundo de catástrofe para ajudar as famílias afectadas pelo mau ano agrícola.

 

A posição de António Monteiro foi apresentada na noite desta segunda-feira, no programa “Discurso Directo”, da Rádio de Cabo Verde. O líder dos democratas cristãos considera que o plano de emergência do Governo chega de forma tardia e pede agilidade na implementação das medidas já anunciadas.

“Os gados estão a morrer, as pessoas estão com dificuldade em se alimentar. Um plano de emergência não pode surgir depois de as pessoas estarem com dificuldades gritantes. Daí que nós defendemos, na altura, que devia sim pensar-se num fundo para o efeito”, entende.

António Monteiro refere que, apesar da disponibilidade dos parceiros internacionais em ajudar, têm a sua própria burocracia que pode atrasar a efectivação do plano de emergência.

Na passada sexta-feira, o Governo anunciou uma linha de crédito de emergência de 50 mil contos, sem juros, para apoiar os agricultores e criadores de gado. A UCID aplaude a iniciativa, apesar de considerar que o valor deveria ser maior.

“É bom, apesar de ser um valor baixo. Mas o Governo deve agilizar para evitar as burocracias”, diz.

Segundo o Governo, a linha de crédito vai ser gerida pelas instituições de micro finanças. O prazo para a decisão é 48 horas, a contar da data do pedido.

A linha de crédito junta-se ao plano de emergência orçado em cerca de 800 mil contos, que inclui o salvamento do gado, o reforço da gestão da água e a criação de emprego no campo.

Neste ano de seca, os agricultores pedem urgência na chegada das medidas ao terreno.

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Autoria:Fretson Rocha,7 nov 2017 10:34

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  8 nov 2017 11:01

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