Brasil diz que "há muito a fazer" para melhorar laços económicos entre os países da CPLP

PorExpresso das Ilhas, Lusa,16 jul 2018 17:07

O chefe da diplomacia brasileira defendeu hoje em Cabo Verde que "há muito a fazer" para os países lusófonos terem "laços económicos mais profundos", defendendo medidas como a mobilidade dos empresários e a protecção do investimento.

"A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP] é uma forma de nos conhecermos melhor, isso facilita o intercâmbio entre as pessoas, as culturas e as economias. Aliás, há muita coisa a fazer para termos laços económicos mais profundos e mais dinâmicos", sustentou Aloysio Nunes, que falava aos jornalistas à margem do Conselho de Ministros da CPLP, a decorrer hoje em Santa Maria, ilha do Sal, Cabo Verde.

O Brasil ocupou nos últimos dois anos a presidência rotativa da CPLP, responsabilidade que entregará agora a Cabo Verde, durante a XII conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se realiza entre terça e quarta-feira em Santa Maria.

Questionado sobre medidas para promover os negócios na CPLP, Aloysio Nunes defendeu a necessidade de "aperfeiçoar o quadro jurídico" que já existe, mas também os acordos para a "facilitação do comércio, protecção de investimentos e facilidade de viagens de negócios nos países" lusófonos.

"Falta-nos conhecermo-nos melhor também, que sejam conhecidas as potencialidades [dos diferentes países] para podermos ter relações económicas mais dinâmicas", referiu.

Aloysio Nunes sublinhou que a CPLP "é hoje uma realidade no mundo, não apenas no mundo lusófono, mas no contexto internacional", e prova disso "é o número crescente de países que querem participar na comunidade como observadores".

Nesta cimeira, deverá ser aprovada a atribuição do estatuto de observador associado a mais oito países - Reino Unido, França, Itália, Andorra, Luxemburgo, Sérvia, Argentina e Chile - e, pela primeira vez, a uma organização - a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

Além disso, a organização é "também uma forma de os países concertarem a sua actuação em instâncias internacionais, segundo valores e propostas comuns".

"A CPLP é uma realidade vibrante, tem muita coisa para ser feita para ser cada vez mais forte, mas é algo que existe", destacou.

Questionado sobre o balanço da presidência brasileira, assumida após a cimeira de Brasília, em Novembro de 2016, o ministro das Relações Exteriores recordou que o tema central foram os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (Agenda 2030).

"O Brasil promoveu neste ano e oito meses 13 reuniões ministeriais, envolvendo todos os temas desta vasta agenda - de cultura, educação, meio ambiente, economia ou sobre género e empoderamento da mulher", recordou.

Uma das propostas que os líderes dos nove Estados-membros da CPLP vão discutir nos próximos dois dias refere-se à luta contra a violência de que são vítimas as mulheres, comentou ainda.

Durante a XII conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, com o lema "Cultura, Pessoas e Oceanos", Cabo Verde vai assumir o exercício da presidência desta organização, durante o período de dois anos.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os Estados-membros da CPLP.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,16 jul 2018 17:07

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  22 set 2018 3:22

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