Primeiro-ministro quer Cabo Verde mais próximo de "espaços económicos dinâmicos"

PorExpresso das Ilhas,11 dez 2018 12:41

Cabo Verde tem de passar do sistema de ajuda pública ao desenvolvimento para um sistema que promova o investimento produção, comércio e integração em redes, defendeu o Primeiro-ministro na abertura da Conferência Internacional de Doadores e Investimentos a decorrer em Paris.

No discurso que fez hoje em Paris, Ulisses Correia e Silva, destacou que no mundo actual “as grandes tendências do futuro vão hoje exactamente no sentido da valorização dos recursos que Cabo Verde possui”, ou seja, “transformar o mar em economia azul e em água potável; o vento e o sol em energia; a localização em plataformas para a actividade económica; o talento dos nossos jovens em educação e formação de alta qualidade, capacidade inovadora e empreendedora”.

No entanto, frisou o Primeiro-ministro, o sucesso do país e da sua economia dependem, necessariamente, “da sua inserção no Sistema Económico Mundial (SEM), num contexto de grande abertura económica e de proximidade a espaços económicos dinâmicos que permitam ao país o acesso a investimentos, capitais, mercados, tecnologia, conhecimento e segurança, para acelerar o crescimento económico”.

Para que isso aconteça, no entanto, é precisa uma mudança de orientação do financiamento da economia, defendeu Ulisses correia e Silva. “A relação do país com a economia mundial passa a estar assente não numa inserção via ajuda pública ao desenvolvimento, como aconteceu ao longo de várias décadas, mas via investimentos, produção, comércio e integração em redes”.

“A ajuda externa que o país ainda necessita”, apontou, “será canalizada para o suporte ao esforço de infraestruturação e das reformas que visam melhorar a competitividade, reduzir os custos de contexto, melhorar o ambiente de negócios e qualificar os recursos humanos para fazer a economia funcionar suportada pelo investimento privado”.

O objectivo será, então, explicou Ulisses Correia e Silva, fazer de Cabo Verde uma economia de circulação no Atlântico Médio, assente na valorização do Capital humano, na valorização da localização, valorização da estabilidade política, institucional, social e económica e na valorização da confiança nas relações com os investidores e com os parceiros de desenvolvimento que permitirão “posicionar Cabo Verde como uma plataforma no turismo, nos transportes aéreos, nas operações portuárias, nas operações de comércio e investimentos, na economia digital e em serviços financeiros; promover uma inserção positiva de Cabo Verde nos sistemas de segurança colectiva e cooperativa, nomeadamente a segurança marítima e o combate ao crime transnacional fronteiriço” assim como “transformar a integração de Cabo Verde na CEDEAO em oportunidades para os investidores, potencializar a inserção de Cabo Verde na Macaronésia como primeiro espaço de vizinhança com a UE e um espaço privilegiado para a cooperação triangular”. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,11 dez 2018 12:41

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  12 dez 2018 7:19

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