Todos os partidos políticos já formalizaram as suas candidaturas nos diferentes círculos eleitorais para as próximas eleições. A UCID vai buscar quadros ao MpD para encabeçar listas em Santiago Sul e no Fogo, enquanto o MpD apresenta uma renovação superior a 60% e o PAICV uma taxa de renovação, em relação a 2021, superior a 70%.
Também em destaque está a entrevista com o neurologista português, Joaquim Ferreira.
Entre Março e Abril, uma equipa de neurologistas portugueses esteve em Cabo Verde para realizar um estudo internacional dedicado à doença de Parkinson no arquipélago. A missão: caracterizar clínica e geneticamente os doentes cabo-verdianos, perceber se há mutações genéticas específicas desta população e reforçar a investigação local. À frente da equipa está o neurologista Joaquim Ferreira, nome de referência na doença de Parkinson e outros parkinsonismos. Falámos com ele sobre o que já sabemos - e o que ainda não sabemos - sobre estas doenças, e sobre o que Cabo Verde pode revelar ao mundo.
Na capa desta semana há igualmente espaço para a reportagem sobre a prevalência da surdez em Cabo Verde.
No país, 4,1% da população com cinco anos ou mais afirma ter alguma dificuldade em ouvir, 1,6% afirma ter muita dificuldade e 0,1% não consegue ouvir de modo algum, segundo o V Recenseamento Geral da População e Habitação do INE. No entanto, a ausência de dados mais recentes impede uma avaliação precisa da realidade actual, num contexto em que especialistas alertam para casos por diagnosticar e para a necessidade de reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce.
Destaque igualmente para o aumento das apreensões de munições nos portos do país.
A apreensão de munições nos portos internacionais de Cabo Verde registou um aumento expressivo em 2025, ao mesmo tempo que os principais indicadores da criminalidade continuam a evidenciar uma tendência de diminuição no país, segundo dados divulgados pela Polícia Nacional (PN).
Outro tema com chamada de capa é o do mais recente relatório do Banco Mundial sobre a formação de capital humano.
O capital humano — a saúde, os conhecimentos, as habilidades e a experiência profissional que as pessoas acumulam ao longo da vida — elemento essencial para a produtividade e o crescimento económico. No entanto, o mundo deixou de avançar na acumulação de capital humano e tem até retrocedido nos últimos 15 anos. Dois terços dos países de rendimento baixo e médio registaram quedas nos seus índices de nutrição, aprendizagem e qualificação da força de trabalho entre 2010 e 2025. O relatório Construindo o Capital Humano Onde Mais Importa, do Grupo Banco Mundial, argumenta que, para acelerar o ritmo de desenvolvimento e a acumulação de capital humano, o foco das políticas públicas precisa de ir além das escolas e clínicas, passando a incluir outros locais importantes onde se constrói capital humano: os lares, os bairros e os locais de trabalho.
A ler igualmente o artigo de opinião de Edson Brito com o título ‘A última cartada do “Morgado”’ e ‘Do Positivismo à Filosofia Analítica’ da autoria de Carlos Bellino Sacadura.
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