Esta conferência, foi realizada na manhã de hoje, presidida pela a líder da Bancada do MpD na Assembleia Municipal da Praia, Manuela Brito, tendo como objectivo manifestar discordância e “apelar ao cumprimento do jogo democrático por parte da CMP”.
Manuela Brito afirmou que não se pode obrigar os funcionários municipais a trabalhar num feriado nacional e considerou essa acção como “abusiva, prepotente e manifestamente ilegal”.
“Ao impor aos funcionários o trabalho nos mercados no dia 13 de Janeiro e ao mandar encerrá-los no dia 20 de Janeiro, fez uma escolha que não tem direito nem autoridade para fazer. Só mostrou o seu desprezo pelo 13 de Janeiro, que simboliza a conquista que, ironicamente, lhe permitiu ser Presidente da Câmara”, criticou.
A líder da bancada do MpD apelou aos funcionários do SEPAMP e assegurou a disponibilidade de vários advogados para salvaguardar os seus direitos, perante a “arbitrariedade” do Presidente da Câmara da Praia.
Relativamente à Corrida da Liberdade no dia 13, Manuela Brito destacou que Francisco Carvalho, este ano, foi mais longe, substituindo-a por outra, a que chamou de Heróis Nacionais, no dia 20.
“Ou seja, a Lei da Assembleia Nacional que impõe o 13 de Janeiro como Feriado Nacional não entra nas contas do PCMP, pois a sua ideologia e a sua vontade estão acima das leis e da própria Assembleia Nacional”, frisou.
Conforme disse Manuela Brito, Francisco Carvalho tem sido repetitivo no seu comportamento “de confronto, de provocação, de conflito e desrespeito, querendo imprimir o estilo de quero, posso e mando”.
Sustentou que o Governo tem-se sentado à mesa com todos os Presidentes de Câmaras do País para criar soluções para os Concelhos, mas que tem sido impossível fazer isso com o Presidente da Praia. Para a líder da bancada, desde o início do seu mandato, a preocupação de Carvalho é transformar a CM num quartel de ataque ao Governo.
“Ao MpD vota uma hostilidade permanente e feroz que lhe tira toda a lucidez necessária para planear acções e executar medidas que resolvam os muitos problemas concretos da cidade”, acrescentou.
Manuela Brito lembrou que a Assembleia Nacional instituiu as datas de 5 de Julho como Dia Nacional da Independência e de 13 de Janeiro como Dia da Liberdade e da Democracia, ambos feriados nacionais, pelo que representam para a nossa história política e, por isso, comemoradas com Sessões Solenes da Assembleia Nacional, presididas pelo Presidente da República.
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