A cerimónia foi presidida pelo ministro da Saúde, que destacou que o novo centro representa uma mudança na forma de organizar os cuidados de saúde.
“Estamos aqui a inaugurar uma nova forma de organizar o cuidado, mais próxima, mais eficiente e mais digna, num hospital que é, por natureza, mais do que de São Vicente. Trata-se de um hospital central, referência para várias ilhas e é, para muitas famílias, o lugar onde se decide o desfecho entre a esperança e o medo, entre a vida e a morte”, afirmou.
Segundo o governante, a Central de Consultas Ambulatoriais surge como uma estrutura fundamental no acompanhamento de doentes crónicos e na articulação com os cuidados de saúde primários e na redução da pressão sobre os serviços de urgência.
“O nosso foco neste momento é a inauguração da Central de Consultas Ambulatoriais do Hospital Dr. Baptista de Sousa, esta imponente infraestrutura dedicada à saúde e aos pacientes de Barlavento. Uma infra-estrutura que vem reorganizar, qualificar e ampliar a resposta do hospital nas consultas externas, no acompanhamento de doentes crónicos, na referenciação, no seguimento clínico e na relação do hospital com a rede de cuidados primários”, assegurou.
O centro integra também um polo oncológico, concebido para aproximar os cuidados especializados dos pacientes da região norte do país, muitos dos quais tinham de se deslocar à Praia para continuar os tratamentos.
“Conscientes de que os pacientes oncológicos da região norte tinham de se deslocar à Praia para seguir o seu tratamento, foi pensado e materializado este polo com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, precisamente para permitir que estes pacientes passem a ser tratados mais perto de casa e das suas famílias. Num país arqueológico e num hospital central como este, a consulta ambulatorial é mais do que um serviço, é uma plataforma de equidade. É aqui que o polo oncológico ganha o seu sentido mais profundo. A doença oncológica, como sabemos, tem vindo a pesar mais na morbidade, na mortalidade e nas evacuações”, acrescentou.
De acordo com os dados apresentados, em 2024 foram registados cerca de 508 novos casos de cancro em Cabo Verde, dos quais 416 no Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia, e 92 no Hospital Baptista de Sousa.
Na mesma linha, o presidente do Conselho de Administração do Hospital, Victor Moreira da Costa, fala num momento histórico para a instituição e para toda a região.
“Passamos hoje a contar com o mais moderno centro ambulatorial do país e com um novo polo oncológico. Estes investimentos representam um passo concreto na modernização do nosso sistema de saúde, aproximando cuidados especializados das populações e reforçando a capacidade de resposta das nossas instituições”, sublinhou.
A Central de Consultas Ambulatoriais foi financiada pelo Fundo do Kuwait para o Desenvolvimento Económico Árabe, contando também com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, que contribuiu para a implementação do polo oncológico.
O projecto agora inaugurado teve início em 2019 e foi consignado em 2020, tendo sofrido alguns ajustamentos durante a pandemia da COVID-19. A execução da obra foi retomada em 2024.
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