Francisco Carvalho, que falava na cerimónia oficial de empossamento de novos corpos dirigentes, em todo o país, que teve lugar durante o Conselho alargado do Ministério da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação, destacou a educação – desde o ambiente familiar até ao ensino formal – como a base para resolver a crise social e económica.
Para inspirar a visão de um sistema que prepare os cidadãos para a realização pessoal e para o desenvolvimento de um bem comum, o chefe do executivo lembrou uma frase histórica de Amílcar Cabral que transmite a dimensão da educação “aprender na vida, junto do nosso povo, nos livros e na experiência dos outros, aprender e pensar com as nossas próprias cabeças”.
“É assim que devemos olhar para a educação como um processo que acompanha a pessoa ao longo da vida, que sedimenta o conhecimento da experiência e da capacidade permanente de aprender e de evoluir”, disse, sublinhando que para que isso seja possível a escola tem de desempenhar integralmente o seu papel.
Esta tarefa, conforme afirmou, exige diálogo e abertura, enquanto que o plano exige ouvir professores, estudantes, famílias, universidades, empresas e sindicatos e ter coragem para mudar o que não interessa ao país.
“É, por isso, que tenho defendido um pacto nacional para a Educação. Um pacto sério e fundamentado que permita que aquilo que for construído não seja alterado a cada mudança de Governo ou de ministro”, realçou, sublinhando que a educação precisa de estabilidade, pois uma criança que entra no pré-escolar necessita de coerência ao longo de todo o seu percurso de aprendizagem.
O governante encerrou a sua intervenção, deixando claro que o sucesso do Ministério da Educação será medido por “resultados e mudança concreta” na vida dos cidadãos.
A promessa de eliminar as propinas no ensino superior público e de alargar o apoio ao ensino privado e profissional surge, conforme suas palavras, como a bandeira principal deste novo ciclo político que pretende que a educação funcione como um verdadeiro “elevador social” capaz de quebrar ciclos hereditários de pobreza e exclusão.
Este processo, avançou, vai concretizar-se com as reformas anunciadas, com especial foco em três eixos prioritários: pré-escolar, ensino superior e profissional, com a regulamentação do fim das propinas públicas e criação dos novos moldes de atribuição de bolsas para o ensino privado.
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