A declaração foi feita pela candidata durante uma conferência de imprensa, na sequência do apoio anunciado pelo Movimento para a Democracia (MpD) à sua candidatura à Presidência da República.
Joana Rosa garantiu que não pretende uma Presidência “fechada sobre si própria”, mas uma magistratura de referência, assente no equilíbrio, na dignidade institucional, no diálogo e na defesa dos interesses permanentes da República.
“Estamos a construir uma candidatura que se constitui como uma plataforma aberta, plural e agregadora, capaz de juntar quem pensa de forma diferente, quem tem percursos diferentes e quem, acima de tudo, acredita que Cabo Verde pode fazer mais e melhor”, sustentou.
A candidata disse que pretende igualmente exercer uma “magistratura de influência” para contribuir para o desenvolvimento do país, a redução da pobreza e a melhoria do nível de vida dos cabo-verdianos, bem como para o combate a outros problemas sociais.
Joana Rosa defendeu ainda a necessidade de promover o conhecimento da Constituição da República junto dos cabo-verdianos, para que estes possam conhecer os seus direitos e exigir o cumprimento dos princípios constitucionais.
A antiga ministra da Justiça agradeceu ao MpD pelo apoio e pela confiança, mas sublinhou que, a partir deste momento, pretende “estender a mão muito para além das fronteiras partidárias”.
“Esta candidatura quer convocar todos os que acreditam no equilíbrio do poder, na força das instituições, na democracia e no exercício do poder baseado no dever de servir”, sustentou.
A candidata adiantou que está a ser construída uma plataforma eleitoral colectiva, com base nas auscultações realizadas durante as deslocações a várias ilhas. A plataforma deverá ser apresentada brevemente e pretende reflectir as propostas e preocupações recolhidas junto dos cidadãos.
Nos próximos dias, Joana Rosa garantiu que será apresentada a direcção da campanha, que, segundo a candidata, já está formada e em funcionamento, bem como anunciado o mandatário ou mandatária da candidatura.
Questionada sobre a decisão de Milton Paiva de avançar com a sua candidatura, apesar da escolha de Joana Rosa pelo MpD, a candidata considerou que se trata de um exercício democrático. “As pessoas têm o direito de se apresentarem. Portanto, a candidatura presidencial é pessoal”, afirmou.
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