O responsável refere que a posição geoestratégica de Cabo Verde representa oportunidades, mas também aumenta os riscos e os desafios.
“O país posiciona-se numa encruzilhada geopolítica privilegiada no Atlântico Médio, servindo de ponte natural entre a África, a Europa e as Américas. Esta localização confere ao nosso país uma enorme capacidade de se consolidar como uma potência regional no domínio marítimo, aéreo e tecnológico, apoiado em condições naturais e infra-estruturas que nos permitem alavancar a economia azul e o comércio internacional, gerando riquezas e segurança. Por outro lado, esta mesma centralidade atrai ameaças complexas”, refere.
O novo Director Nacional da Defesa defende Forças Armadas dotadas de meios e capacidades para responder, de forma rápida e eficaz, às ameaças à segurança nacional.
“Para tal, é necessário dotá-las de maior capacidade de fiscalização, patrulhamento, projecção de força no mar e de resposta às emergências, mas também de uma estreita articulação e permanente coordenação entre o Ministério da Defesa Nacional e o Estado-Maior das Forças Armadas, garantindo assim o perfeito alinhamento entre as políticas de defesa desenhadas pelo Governo e a execução operacional e militar, sintonizados nos mesmos objectivos e na mesma carência”, defende.
O ministro da Defesa Nacional segue na mesma linha.
Manuel Amante da Rosa considera necessário reforçar a capacidade das instituições de Defesa para antecipar novos riscos e responder aos desafios do actual contexto internacional.
“Vivemos num contexto internacional formado por ameaças híbridas, instabilidades, riscos cibernéticos e desafios constantes à segurança dos Estados. Neste contexto, afigura-se indispensável reforçar a capacidade das instituições com meios humanos para compreender as transformações, antecipar cenários e respostas em salvaguarda dos interesses nacionais. É, pois, neste contexto que devem ser compreendidas as tomadas de posse a que assistimos e as que certamente se sucederão”, considera.
A cerimónia também marcou a entrada em funções do Major Isaías Moniz de Brito como Director do Centro de Estudos de Defesa Nacional.
De acordo com o ministro, as novas nomeações fazem parte do “processo de reforma e modernização do sector da Defesa”, com o objectivo de reforçar a capacidade institucional, estratégica e operacional do Ministério.
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