As declarações da ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Eveline Ramos, foram feitas no início de uma missão de três dias a São Vicente.
“O valor global do projeto inicial está orçado em mil milhões de escudos cabo-verdianos. Estamos agora na mobilização junto dos parceiros. Já tivemos um primeiro encontro com a FAO para a questão da sensibilização, para nos ajudar na mobilização de parcerias nesse sentido. E, mesmo em Roma, tive a oportunidade de falar com o secretário-adjunto da FAO, e tenho acompanhado também a situação no país”, afirma.
A governante explica que o plano inclui o reforço das infraestruturas de abastecimento de água para os animais, bem como apoios à aquisição de pasto e ração animal. Estão também previstas medidas de criação de emprego para apoiar as famílias mais vulneráveis.
“E o Governo, neste momento, está a preparar-se para o pior, esperando que o melhor aconteça. Esta medida prevê a questão do o reforço das infraestruturas, com vista a melhorar o abeberamento dos animais, por causa da falta de água que possa surgir. Mas também temos a questão da alimentação, com medidas de subvenção para pasto, milho e ração na alimentação dos animais. Temos ainda a questão do emprego, porque sabemos que, quando não chove em Cabo Verde, há famílias que ficam em situação de vulnerabilidade. Então, também estamos a trabalhar na questão do emprego, como forma de garantir rendimento às famílias que ficam nesta situação”, aponta.
A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas afirma que há equipas no terreno a avaliar o ano agrícola, perante a previsão de chuvas tardias. Questionada sobre possíveis intervenções de emergência em regiões como o Planalto Norte, em Santo Antão, onde os criadores de gado já pedem a intervenção do Governo, Eveline Ramos explica que as localidades e ilhas nesta situação vão ser abrangidas por medidas prioritárias.
“Sim, sim, vamos priorizar normalmente as áreas onde o ano passado não houve muita produção. Vamos priorizar, vamos começar por estas ilhas e localidades onde não choveu muito o ano passado, porque são as ilhas e localidades que vão sofrer um bocado com esta tarde de chegada das chuvas. Então a nossa intervenção prioritariamente vai intervir nestas localidades e ilhas”, garante.
A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Eveline Ramos, iniciou hoje uma visita de trabalho a São Vicente, com deslocações a localidades agrícolas afetadas pela tempestade Erin, em agosto do ano passado. A governante garante que vai ouvir os agricultores e preparar medidas de intervenção, com prioridade para o reforço da mobilização de água.
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