​Ex-companheiro de Edine Soares desaparecida há cinco anos acusa Pj de má conduta

O ex-companheiro de Edine Soares, a mulher desaparecida, na Praia, juntamente com o seu bebé, em 2017, acusou hoje a polícia Judiciaria (PJ) de má conduta na execução de um mandado de busca do tribunal à sua residência em Achada Grande Frente.

A Polícia Judiciária esteve durante o dia de hoje a efectuar buscas na casa do ex-companheiro de Edine Sores e pai do bebé Maurício, ambos desaparecidos no dia 28 de Agosto de 2017. Na altura, o recém-nascido Maurício tinha apenas 30 dias. Ainda nem sequer tinha sido registado pelo pai.

O ex-companheiro da jovem desaparecida, Carlos Semedo, conta que na segunda-feira, dia 5 de Setembro, foi abordado por agentes que solicitaram que fosse a PJ esta quinta-feira, 8 de Setembro, mas que não recebeu nenhuma intimação.

No caminho para a PJ, acompanhado da mãe, o jovem informa que foi avisado que os agentes tinham invadido a sua casa e que solicitavam a sua presença para esclarecimentos.

“Pediram para eu comparecer na sede da PJ, hoje de manhã, no caminho fui informado que os agentes tinham invadido a minha casa, a procurar pelos corpos da minha ex-mulher e do meu filho. Um agente tentou induzir-me para confessar e libertar-me da suposta culpa que eu sentia. Disseram ainda que eu poderia ter matado a minha mulher e o meu filho. Respondi que tenho a minha consciência tranquila, que não devo nada a ninguém”, contou.

Carlos Semedo avança que vai apresentar uma queixa no tribunal por se sentir prejudicado e perseguido pela PJ.

“Deveriam estar a investigar de verdade em vez de estarem a armar este aparato. Tenho a minha imagem prejudicada perante todos por conta da má conduta destes agentes, quero que provem que eu matei a Edine e a criança. Depois de terem invadido a casa é que informaram do mandado de busca. Depois de 5 anos, só hoje é que resolveram investigar”, acrescentou.

Por sua vez, Paula Silva, ex-sogra de Edine e avó do pequeno Maurício, desaparecido, questiona a PJ do porquê só o seu filho estar a ser investigado até hoje.

“Eu só quero saber se o meu filho também é investigado pelos outros desaparecimentos? Quebram o chão que dá acesso a fossa da casa, reviraram a casa inteira. O que querem é incriminar o meu filho por um crime que ele não cometeu e ainda alegam que querem ajudar o meu filho. Ao longo desses anos tiveram muita informação que ignoraram, querem colocar a culpa no meu filho para calar a boca do povo e do Governo que exige uma resposta”, informou.

A 28 de Agosto de 2017, Edine Jandira Robalo Lopes, na altura com 19 anos de idade, deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda. Mãe e filho nunca mais foram vistos.

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Autoria:Edisângela Tavares (Estagiária),8 set 2022 17:53

Editado porEdisangela ST  em  9 set 2022 11:07

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