Numa publicação na rede social, o CNAD indica que esta mostra, Mapfara, traz consigo múltiplos imaginários de Moçambique e abre novas possibilidades de olhar, num encontro sensível com Mindelo enquanto território.
“A partir do barro, matéria ancestral, terrosa e viva, o artista cria formas ora híbridas, ora ousadas e sempre curiosas. Sucedem-se personagens (ou fragmentos deles), onde se adivinham partes de corpos animais e humanos, multiplicando-se perfurações, falos, texturas e tonalidades”, cita.
A mesma fonte sublinha que o resultado é inquietante: reconhecemos recortes, traços e ecos do familiar, enquanto um sentido irónico, cómico e erótico atravessa discretamente as obras.
“Nesta jornada criativa, Mapfara explora a arte como meio de transcender limites, abrir passagens entre o real e o imaginário, entre o possível e o impossível, revelando novas perspectivas sobre o ato de ver”, refere.
Em Horizontes, conforme indica o olhar, é o elemento central: olhos que se multiplicam, que observam e nos devolvem a pergunta sobre como vemos e como nos deixamos ver. O barro torna-se narrativa e corpo; território onde memória e fantasia se tocam.
Para a mesma fonte, trata-se de uma exposição que convoca o sonho, a matéria e a imaginação como espaço de encontro e expansão.
A 10ª edição da URDI decorre de 26 a 30 de Novembro, na Praça Amílcar Cabral, na cidade de Mindelo.
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