Artigos de Vera Mendes* no nosso arquivo
Tarrafal: a memória não pode ser contada pela metade
Setenta e três familiares de antigos presos políticos do Campo do Tarrafal, detidos entre Dezembro de 1974 e Julho de 1975, dirigiram uma carta à UNESCO e às mais altas autoridades cabo-verdianas, manifestando preocupação pela omissão dessa fase no Documento Fundador do Museu da Resistência. Sem diminuir a memória maior da repressão colonial e antifascista, os signatários defendem que a história do Tarrafal deve ser assumida por inteiro, com verdade documental, dignidade para todas as vítimas e coragem institucional para reconhecer também os silêncios incómodos da nossa história recente. A carta é publicada conforme recebida, respeitando-se a grafia original dos autores.
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