Caixa Económica financia renovação da frota de táxi

PorCaixa Económica de Cabo Verde,12 abr 2018 7:58

João Antunes e António Semedo
João Antunes e António Semedo

A Caixa Económica de Cabo Verde acaba de disponibilizar uma linha de crédito, que tem por finalidade financiar a renovação da frota de táxis. A concessão deste pacote de financiamento tem em atenção a protecção ambiental, privilegiando a utilização de viaturas menos poluentes.

O protocolo de financiamento, que estabelece condições especiais do seu acesso, entre a CAIXA e a Associação dos Proprietários de Táxis da Praia foi assinado na sexta-feira passada, 06 de Abril. 

Segundo o presidente da Comissão Executiva da Caixa Económica, António Semedo, o Plano Estratégico desta Instituição define como missão, prestar um serviço financeiro global de qualidade, contribuir para o desenvolvimento económico sustentável do país e promover a inclusão financeira.

“Pôr à disposição do país uma linha de crédito com esta importância para permitir a renovação da frota de táxis, que está directamente ligada ao sector do turismo, que é neste momento o principal sector da economia, entendemos que desta forma estamos a alavancar o desenvolvimento do país”, salienta António Semedo.

Com a disponibilização do “Caixa TaxiPay”, de acordo com o presidente da Comissão Executiva da Caixa, o serviço de táxi vai ser prestado em melhores condições, com viaturas novas, em segurança, melhores condições de higiene e com os motoristas devidamente formados. Sobre o capítulo da formação, a CAIXA espera contar com colaboração do Governo e das câmaras municipais. 

Segundo esclareceu António Semedo, a linha de crédito está também aberta aos taxistas que não pertencem às associações tanto daqui da Praia como das outras ilhas. 

A preservação do ecossistema é uma das novidades da linha de crédito “Caixa TaxiPay” e tem a ver com o incentivo à utilização de viaturas amigas do ambiente. “Nós privilegiamos a utilização de viaturas não poluentes. A linha permite um bónus de um ponto percentual para as viaturas eléctricas ou mistas e se for viatura biodiesel também terá condições especiais”, explica.

Uma outra inovação prende-se com a introdução de cartão bancário como meio de pagamento nos táxis. As vantagens do pagamento electrónico ultrapassam a facilidade no próprio pagamento, eliminando os constrangimentos em arranjar troco. 

O maior benefício reside no capítulo da segurança. “É preciso menos dinheiro em numerário tanto para os passageiros como para os taxistas”, frisa Semedo. 

A linha de crédito já consta no preçário deste banco, homologado pelo Banco de Cabo Verde. 

Cabe agora à Associação dos Proprietários de Táxis da Praia (APTP), em cumprimento do protocolo assinado, fornecer à CAIXA a lista dos associados, no sentido de beneficiarem de bónus na concessão do crédito. 

A APTP tem neste momento mais de trezentos membros, “e está a crescer”, o que para Antunes é sinónimo de que a associação está a ganhar magnitude e relevância.

  • “Caixa TaxiPay” vem cobrir uma necessidade antiga

Para João Antunes, presidente da APTP, o protocolo com a CAIXA vem cobrir uma necessidade antiga, e elogia a iniciativa. “Até há pouco tempo, nenhum outro banco aventurou-se a financiar a aquisição de táxis”, afirma. “Esperamos que possamos substituir um bom leque de viaturas”, reforça Antunes. 

A Caixa também está optimista quanto à procura do pacote. “Esta linha vem também em resposta ao chamamento feito pelo presidente da APTP. Tem-se queixado da falta de acesso ao financiamento para a actividade económica, nomeadamente para a renovação da frota de táxis”, revela Semedo. 

A média da idade dos táxis a nível nacional situa-se à volta dos 12 anos. “As viaturas novas que entraram actualmente não contribuíram para a diminuição desta média de idade”, diz Antunes, acreditando que a abertura da linha de crédito da Caixa vai renovar a frota. 

A vontade de renovar a frota sempre foi maior do que a oferta de financiamento. Agora, a CAIXA vem satisfazer a esta procura, mas, segundo Antunes, falta ainda a implementação de medidas proteccionistas do Governo para o mercado de táxi, concretamente o combate aos táxis clandestinos. 

O protocolo consiste na concessão de uma bonificação da taxa de juro e uma compensação financeira em dinheiro, e vigorará por um período de um ano a partir da data da sua assinatura.

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Autoria:Caixa Económica de Cabo Verde,12 abr 2018 7:58

Editado porExpresso das Ilhas  em  16 abr 2018 6:58

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