Co-produção nacional Djon África estreia no Festival de Rotterdam

PorChissana Magalhães,24 jan 2018 17:18

Rodagem em São Nicolau
Rodagem em São Nicolau(Produção Djon África)

Estreia a 26 de Janeiro no International Film Festival Rotterdam a longa-metragem Djon África, co-produção nacional e com elenco quase totalmente cabo-verdiano.

Realizado por Filipa Reis e João Miller Guerra, o filme é uma co-produção internacional da produtora portuguesa Terra Treme, da cabo-verdiana OII - Cultura Comunicação Imagem e da brasileira Desvia.

O IFFR arranca hoje e, depois da primeira exibição neste que é considerado um dos maiores festivais de cinema da Europa (ao lado de Cannes, Veneza, Berlim, e Locarno), na próxima sexta-feira, Djon África terá mais 6 exibições em diferentes salas, até ao dia 03 de Fevereiro.

Cabo Verde foi o principal local de rodagem deste filme falado em Crioulo de Cabo Verde e em Português, com cenas filmadas entre Novembro de 2015 e Fevereiro de 2016 nas ilhas de Santo Antão, São São Nicolau e Santiago. São Vicente foi a base de operações, onde a pré-produção decorreu.

Financiado maioritariamente pelo ICA - Instituto do Cinema e Audiovisual de Portugal, o filme gerou dezenas de empregos em Cabo Verde, entre actores e equipa técnica, sendo que a maior parte do elenco era composto de actores não profissionais. O Ministério da Cultura, o Ministério das Comunidades e as câmaras municipais dos concelhos de Cabo Verde que acolheram as filmagens foram parceiros institucionais.

Cartaz de Djon África
Cartaz de Djon África

A estória, com fundo real, é sobre a jornada de Jon África, também conhecido por John Tibars (interpretado por Miguel Moreira), um homem de origem cabo-verdiana nascido em Portugal, que viaja pela primeira vez ao arquipélago para tentar encontrar o pai que nunca conheceu. Dele só sabe que é de uma terra chamada Tarrafal. Qual dos três Tarrafal existentes em Cabo Verde é o que tentará descobrir na sua viagem pelas ilhas, ao mesmo tempo que lida com o conflito entre as suas “duas identidades”.

“Tibars vive duas identidades em conflito e ao mesmo tempo em harmonia. O que é viver num gueto em Portugal e ser africano sem o ser? Esta ambivalência encontra a projecção de toda uma vida nesta aventura”, informa a sinopse.

A dupla Filipa Reis e João Miller Guerra, que já efectuara uma incursão pela questão das origens e da identidade no seu primeiro filme, “Li Ké Terra” (disponível no Youtube), um documentário também assinado por Nuno Baptista, vencedor do Prémio de Melhor Longa Metragem na Competição Portuguesa do DocLisboa 2010.

Djon Africa (2016) foi a segunda incursão da cabo-verdiana OII pela produção cinematográfica, tendo sido em 2015 a produtora local do documentário O outro Lado do Atlântico, de Danielle Ellery, (Brasil) e em 2017 de Canhão de Boca, de Ângelo Lopes. De destacar que Canhão de Boca representou Cabo Verde no programa DocTvCPLP, destacado como melhor documentário do festival de Cinema Oiá e uma menção honrosa no Festival de Cinema do Plateau.

Ainda não está calendarizada a estreia de Djon África em Cabo Verde mas segundo informação da OII ela deverá acontecer ainda este ano e o filme será exibido em todas as localidades onde foi filmado e também nas cidades da Praia e Mindelo.

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Autoria:Chissana Magalhães,24 jan 2018 17:18

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  24 jan 2018 17:18

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