Recomendação para ouvir: FMM 20 anos a celebrar o mundo através de uma linguagem comum – a música

PorExpresso das Ilhas,17 fev 2019 14:04

​Os festivais de músicas do mundo (ou da world-music, se assim preferirmos) são sempre especiais.

Baseiam-se sempre em conceitos sobre a ideia que querem passar, fazendo-o de forma tão cuidada, que fazem com que seja fácil a angariação de seguidores, que começam a ser quase que “parceiros”.

Esta parceria vai-se tornando cada vez mais forte, passando as datas em que se realizam, a quase sagradas, anos após ano para os referidos seguidores/parceiros.

Aconteceu comigo, enquanto vivia em Portugal, com um dos maiores festivais de músicas do mundo - que este ano comemora 20 anos – o Festival de Músicas do Mundo de Sines. Desde o primeiro ano que conheci o meu querido FMM, nunca mais deixei de reservar a semana de Julho, para estar em Sines e Porto Covo... No Castelo e no Mar.

Atrás do FMM, uma das figuras mundiais e incontornáveis da produção de festivais de world music – Carlos Seixas, que em cada ano, entre surpresas e nomes já conceituados, entre o mais “roots” e as novas tendências musicais, costura, com muito cor-a-som, cartazes que encantam qualquer amante deste género musical. Só assim, o FMM chegaria às duas décadas de edições, onde a qualidade é inquestionável.

Pelos cartazes do FMM, já passaram imensos Cabo-verdianos, que vão desde os “mais novos” como Bilan até a nomes de vulto como Mário Lúcio, Lura entre muitos outros. Este ano estarão em Sines os Bulimundo, Sara Tavares, e as novas tendências dos Fogo-Fogo e Scúro Fitchadu.

Pois, se a música é a razão primeira do FMM, não menos interessante será o que ela consegue fazer – um mundo criado pelas músicas do…mundo. Celebram-se ritmos, numa só festa. Dança-se e louva-se a liberdade. Durante a semana do FMM tudo e todos se fundem, por estarem sobre um único teto – o da música. Os preciosos palcos do Castelo e da Avenida Marginal de Sines passam a ser o pequeno-grande mundo que ao longo de 20 anos foi provando que muitas prioridades ditas importantes pelos vários países, talvez não o sejam. Talvez estejam na sua música a capacidade que a mesma tem de mostrar o verdadeiro valor de cada um dos países, música essa que traduz as suas gentes. Palcos e festas onde os sons se transformam em paz, a tão necessária paz…

Parabéns FMM, e chapelada para o seu mentor Carlos Seixas.

Nós - os tais “parceiros” de sempre - aplaudimos!

Texto originalmente publicado na edição impressa do expresso das ilhas nº 898 de 13 de Fevereiro de 2019.

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Autoria:Expresso das Ilhas,17 fev 2019 14:04

Editado porDulcina Mendes  em  7 nov 2019 23:21

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