MCIC pré-selecciona 70 organizações para financiamento no âmbito do "BA Cultura"

O Governo pré-seleccionou 70 escolas, associações e ONG’s de ensino artístico, em todo o território nacional, para financiamento no âmbito do Programa Bolsa de Acesso à Cultura (BA Cultura). Para o ano de 2019 o valor alocado para o programa aumentou para 20 mil contos, foi hoje anunciado.

Em nota de imprensa, o executivo explica que, nesta segunda fase de candidatura ao programa, submeteram-se 80 escolas, associações e ONG’s, num total de 3.529 beneficiários de todas as ilhas, à excepção da Boa Vista.

As escolas, associações e ONG’s tem um prazo de 15 dias, a partir do momento da comunicação feita da pré-selecção, para entregarem toda a documentação em falta para completar o processo de candidatura.

Uma das novidades do programa para este ano prende-se com o aumento do valor para 20 mil contos.

“Um aumento para este programa estruturante de ensino artístico em Cabo Verde anunciado em 2018 com o intuito de abarcar mais crianças, adolescentes e jovens de modo a que possam ter acesso às artes, em todos os concelhos e ilhas do país. Este investimento também foi pensado de forma a impulsionar, mais e melhor, o aparecimento e a sustentabilidade de mais escolas de ensino de arte e cultura”, lê-se na nota.

A iniciativa, levado a cabo pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), através da coordenação do Programa Bolsa de Acesso à Cultura, foi pensado e implementado com o objectivo de dar acesso e massificar o ensino das artes em Cabo Verde.

A missão do programa, de acordo com a tutela, é garantir que a população com menos recursos não fique excluída da “fruição da arte” e também dar sustentabilidade às pequenas iniciativas das escolas de ensino artístico, financiando as propinas dos alunos que são de famílias com baixo poder económico, para a frequência de aulas, ateliers e workshops de pintura, dança, música, teatro.

Na primeira fase de candidatura das escolas, associações e ONG’s, o programa beneficiou 1.500 crianças, de 42 escolas em todo o território nacional.

“Este é um programa inovador, levado a cabo pelo MCIC e financia, por um lado, as propinas dos alunos e, garante, por outro, a sustentabilidade das iniciativas de escolas de ensino artístico, para que não haja exclusão cultural no seu todo”, aponta.

“O BA Cultura tem ainda, como missão, formar cidadãos com sensibilidade artística e criar mercados para escolas de formação em arte. É um investimento também na família, ocupando os filhos e integrando-os na sociedade. É um investimento para se ter grandes artistas nacionais”, conclui.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Rádio Morabeza,8 mar 2019 12:55

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  21 mar 2019 17:19

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