​CNAD e Reabilitação Urbanística de Alto de Bomba são vencedores da 5ª edição do Prémio Nacional de Arquitetura

PorDulcina Mendes,15 nov 2022 14:15

O Centro Nacional de Artes, Artesanato e Design (CNAD) foi vencedor na categoria Edifícios, a Reabilitação Urbanística de Alto de Bomba vencedor na categoria Espaço Públicos e o Complexo Educativo Chã das Caldeiras recebeu Menção Honrosa na categoria Edifícios.

A cerimónia da gala da 5ª Edição do Prémio Nacional de Arquitetura aconteceu no passado sábado, 12, no Mercado de Artesanato e Cultura, na cidade de Tarrafal de Santiago, e foi presidida pelo Presidente da República, José Maria Neves.

Em relação a CNAD que é um projecto de Ramos Castellano Arquitectos, da autoria de Eloisa Ramos e Moreno Castellano, o júri classificou como uma obra que representa diversos projectos dentro de um.

“Actuar de um contexto histórico existente é sempre complexo, desafiar é de enorme responsabilidade. Mas esta demanda, felizmente encontrou mãos e mentes hábeis, precisas, sensíveis e atentas. O cuidado e respeitoso restauro realizado no edifício existente passou a coexistir e dialogar de forma contemporânea com a rua e o espaço público”, indica o júri.

Já a Reabilitação Urbanística de Alto de Bomba, projecto “Iniciativa Outros Bairros”, da equipa formada por Nuno Flores, Jakob Kling, Erickson Fortes, Elaine de Pina e Ema Barros, conforme o júri esta actuação é uma valorização da profissão por práticas que vão muito além do desenho e do técnico especializado.

“Os profissionais tornam-se mediadores dos diversos interesses locais, as comunidades e o poder público. Valorizar o materiais, mão de obra, escuta e colaboração local também foram ferramentas fundamentais para a efectiva activação e apropriação do espaço público”, salienta.

Quanto ao Complexo Educativo Chã das Caldeiras, da ilha do Fogo é um projecto da M_EIA, Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura e da autoria de Jakob Kling (representante), Leão Lopes, Valdemar Lopes, Hugo Lopes, Paloma Estrela Lopes, Dulce Assunção e Soa Mascarenhas, o júri sublinhou que este conjunto caracteriza-se pela intensa pesquisa construtiva e seus materiais e que o resultado estende-se para além dos objectivos específicos das próprias edificações. “O processo foi capaz de gerar um grande repertório para utilização futura nos mais diversos usos e tipologias”.

O Juri do PNA 2022 foi presidido pelos arquitectos Danilo Terra e Pedro Tuma do escritório de arquitectura brasileia, Terra e Tuma/ Associados, e é composto por representantes das seguintes entidades como Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde, uma representante da Universidade de Cabo Verde e uma representante da Universidade Jean Piaget. 

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Autoria:Dulcina Mendes,15 nov 2022 14:15

Editado porAndre Amaral  em  16 nov 2022 10:26

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