De acordo com Instituto do Patrimônio Cultural (IPC), o financiamento acontece no quadro da valorização da Panaria Tradicional, na sequência da sua classificação como Património Nacional, em Setembro de 2025, e no âmbito da implementação do projecto “Gestão do Património Mundial Pós-COVID-19: Integração de Estratégias de Conservação, Turismo e Meios de Subsistência Locais em Sítios do Património Mundial”.
Segundo o IPC o projecto tem como principais objectivos a valorização do artesanato tradicional, a revitalização da tecelagem do Pánu di Téra como elemento fundamental para a compreensão histórica do sítio, a promoção turística e cultural, bem como a criação de oportunidades de geração de rendimento para a comunidade local, promovendo impactos sociais e económicos sustentáveis.
O IPC explica que para alcançar estes objectivos, a iniciativa aposta na transmissão intergeracional do saber-fazer, através de acções de capacitação técnica em tecelagem, inovação criativa e empreendedorismo cultural.
"Prevê igualmente a criação de um espaço de interpretação, produção e experimentação, permitindo integrar o Pánu di Téra em novos contextos da economia criativa e do turismo cultural. A intervenção favorecerá a inclusão socioeconómica de grupos vulneráveis, com especial enfoque em jovens e mulheres, que constituem os principais públicos-alvo da iniciativa", aponta.
Para a mesma fonte, a relevância desta acção é reforçada por projectos anteriormente implementados, nomeadamente o Pprojecto de Gestão do Património Mundial Pós-COVID, financiado pelo Fundo do Japão, a implementação da sinalética destinada a optimizar a identificação e interpretação dos principais monumentos e percursos históricos, financiada pela UNESCO, em fase de conclusão, bem como os projectos estruturantes de requalificação urbana e ambiental, financiados pelo Governo através do Banco Mundial, cujas obras se encontram actualmente em curso.
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