O palco é reservado a todos, com destaque para os cabo-verdianos, sendo que, para esta edição, estão alguns nomes já bem conhecidos no panorama musical.
A abertura da 12.ª edição começou com casa cheia e muita energia, onde a música é a mais aguardada. O Auditório Nacional Jorge Barbosa continua a ser o palco escolhido para o arranque da festa. A abertura do AME ficou marcada pela actuação de Alberto Koenig, Ste Mandela, Gota D’Arte e Candida Rose.
Segundo a organização, foi um arranque perfeito para dias cheios de música, talento e conexões.
Durante esses dias, o AME reúne artistas, profissionais da indústria musical e amantes da cultura num espaço de encontro, descoberta e partilha. O programa integra showcases, concertos, conferências e actividades que refletem a diversidade sonora do mundo e o posicionamento de Cabo Verde como ponte entre continentes.
“Mais do que um evento, o AME é uma plataforma de conexões, onde novas oportunidades ganham forma e a música se afirma como linguagem universal”, aponta.
Mas, antes da abertura oficial, teve início, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, uma conferência subordinada ao tema “Papel estratégico da economia criativa para o desenvolvimento sustentável e cooperação regional”.
A sala esteve cheia para ouvir as perspetivas do Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga; do Director-Geral de Cultura da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Raphael Callou; e da representante do Rock in Rio Lisboa (Corporate Partnerships Manager), Nicole Ferreira.
A moderação esteve a cargo do economista e representante das Nações Unidas em Cabo Verde, Aliou Mballo.
"O encontro com delegados, artistas, jornalistas e o público em geral teve como ponto debater e definir estratégias práticas para potenciar a economia criativa como vetor de desenvolvimento sustentável e de cooperação regional no espaço atlântico, com ênfase em políticas públicas, financiamento, cadeias de valor culturais, circulação de artistas, tecnologia e formação", frisa.
Conforme a organização, entre os principais pontos abordados, destacaram-se a necessidade de mapear oportunidades e barreiras para o crescimento das indústrias criativas em Cabo Verde e na região atlântica, bem como a identificação de modelos de financiamento e parcerias público-privadas que promovam a sustentabilidade económica e ambiental.
Foi ainda sublinhada a importância de explorar mecanismos de circulação cultural e de cooperação transnacional, incluindo festivais, plataformas digitais e residências artísticas, além da formulação de recomendações de políticas públicas e ações concretas voltadas para a inclusão social, o emprego jovem e a preservação do património cultural.
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