Segundo uma nota enviada, o novo álbum nasce de um trabalho de pesquisa que se iniciou em 2022, no âmbito de uma candidatura a um edital do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde para a edição de dois singles, mas devido à vasta pesquisa e obras que foram sendo recolhidas, a cantora decidiu editar um álbum composto por 13 canções, mornas, um projecto de carácter profundamente emotivo e de maior conexão com as raízes da morna e de Cabo Verde.
“Cremilda Medina simboliza uma das mais conceituadas vozes da nova geração, que há mais de uma década prossegue a missão de resgate, salvaguarda e promoção da música tradicional cabo-verdiana”, destaca.
A mesma fonte frisou que fruto desse percurso, este trabalho reafirma o desejo e o compromisso da artista em continuar a divulgar a essência da morna ao mundo, numa busca incessante por conhecer este universo afetivo e de dar voz a composições muitas vezes já caídas no esquecimento, que exteriorizam a alma do povo cabo-verdiano.
Para este projecto, Cremilda convidou o multi-instrumentista Palinh Vieira para ser o produtor, cuja sensibilidade e experiência conferem ao álbum uma profundidade sonora renovada, mantendo a autenticidade que sempre caracterizou a artista.
A Palinh Vieira junta-se Armando Tito e Kaku Alves, dois nomes icónicos que se destacam pela preservação das sonoridades da música tradicional e clássica de Cabo Verde, enriquecendo o projeto com os seus acordes e bordões mais profundos e genuínos.
Sendo um disco exclusivamente de mornas, traz um leque de excelência de compositores como Constantino Cardoso, B.Léza, Malaquias Costa e João Freitas, Fausta d′Dada e Frank Amador, Morgadinho, Olavo Bilac, Lela de Maninha, Luís Lima e Toy Vieira, Manuel d'Novas, entre outros.
O álbum conta com a participação de três grandes vozes de Cabo Verde, Ana Firmino, Maria Alice e Nancy Vieira, que em duetos intimistas, partilham o mesmo sentimento nostálgico tão peculiar da morna.
Conforme a mesma fonte, este álbum, não é apenas mais um conjunto de músicas, mas um tributo à história, às emoções e à herança cultural de Cabo Verde, que Cremilda carrega consigo e à qual pretende dar continuidade enquanto artista cabo-verdiana.
“Lágrima é um disco de estúdio que convida o público a entrar uma vez mais no mundo de Cremilda Medina e a deixar-se embalar numa viagem sensível, que honra a memória e a tradição, e explora sonoridades que apontam para o futuro da música tradicional e clássica cabo-verdiana”, cita.
homepage











