“Vamos ter, de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2028, um ano inteiro como Capital Africana da Cultura”, afirmou o governante.
Segundo Augusto Veiga, a conquista deste projecto representa um reforço da sustentabilidade da cultura e do sector criativo, além de proporcionar maior visibilidade internacional ao nosso país.
O ministro destacou ainda que a iniciativa permitirá consolidar a ligação cultural e a cooperação com a África e estabelecer a cultura como um condutor a longo prazo do desenvolvimento de Cabo Verde.
“Nós acreditamos que este projecto pode ser estruturante para o desenvolvimento da cultura e das indústrias criativas do país, mas também o chamariz a nível do turismo cultural para Cabo Verde”, sublinhou.
Neste sentido, o governante adiantou que será desenvolvido um programa que envolve todos os sectores artísticos e culturais. Para tal, serão mobilizados curadores para as diferentes áreas, em articulação com o secretariado executivo e com o comité sediado em Rabat, para organizarmos um programa durante todo o ano e que abarque todas as áreas.
“Queremos que este projecto sirva para que o país desenvolva a nível de infraestruturas e políticas públicas, e que todos os sectores culturais e artísticos sintam que valeu a pena receber a capital africana da cultura”, afirmou.
Augusto Veiga garantiu ainda que será um programa inclusivo, para que todos sintam que a população cabo-verdiana beneficia da diversidade cultural de África.
O ministro frisou que esta foi a quarta visita do comité das Capitais Africanas da Cultura a Cabo Verde. Durante a estadia, os membros tiveram a oportunidade de conhecer vários pontos de interesse cultural na ilha de Santiago, como o Campo de Concentração do Tarrafal, a Cidade Velha, museus, infraestruturas culturais e tecnológicas, como o Tech Park, além de assistir a eventos como o AME e o Kriol Jazz Festival.
“Vamos trabalhar em conjunto com o comité, com o objectivo de que este seja um evento transformador para Cabo Verde, para colocar a cultura no centro da agenda e da dinâmica de desenvolvimento do país”, acrescentou.
Augusto Veiga assegurou que a ambição é que, ao término de 2028, Cabo Verde apresente avanços significativos ao nível das infraestruturas culturais, das políticas públicas e do intercâmbio artístico com o continente africano e a diáspora.
Por sua vez, o presidente da Comissão Executiva da Capital Africana da Cultura, Adama Traoré, destacou que vários países estavam na corrida, incluindo Gana, Acra e a Tanzânia, mas que o dossiê apresentado por Cabo Verde se destacou pela sua estrutura e clareza.
Adama Traoré sublinhou ainda que, embora o título seja atribuído à capital, as actividades não se limitaram à Cidade da Praia.
“Todas as outras cidades serão associadas à iniciativa, numa lógica de desenvolvimento territorial e de articulação com as políticas locais”, explicou, acrescentando que o projecto prevê a colaboração com colectividades e governos locais africanos.
Para o responsável, o programa será construído com base na valorização das especificidades de cada território, para destacar o potencial cultural das diferentes ilhas de Cabo Verde.
“A especificidade de Cabo Verde, enquanto país insular, é uma mais-valia que deve ser partilhada com outros países africanos, assim como as suas políticas culturais e a sua projecção”, afirmou.
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