Segundo a organização, a abertura do Festival Kontornu marca o início de uma celebração vibrante da dança e das artes performativas em Cabo Verde, reunindo artistas, comunidades e públicos num momento de encontro, partilha e afirmação cultural.
“Esta noite inaugural propõe um diálogo entre tradição e contemporaneidade, entre memória e futuro, posicionando o corpo como espaço de criação, resistência e imaginação”, afirma.
O evento, que decorre até dia 16 deste mês, está centrado na Cidade da Praia, com uma extensão especial na Cidade Velha e o seu encerramento no Tarrafal de Santiago.
O Festival Kontornu reúne nesta edição cerca de 80 participantes provenientes de vários países, entre artistas, programadores, investigadores e profissionais das artes performativas de Portugal, Brasil, Grécia, Suíça, República Dominicana, Espanha, Senegal, França e Itália.
Nesta edição, o festival associa-se à campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, que celebra 10 anos de existência.
O festival volta a acolher o Kopano – Encontro Internacional de Programadores, um espaço de reflexão, networking e cooperação entre profissionais das artes.
A cerimónia inclui ainda uma homenagem especial a Marlene Monteiro Freitas, figura incontornável da dança contemporânea internacional, cuja obra tem expandido os limites da linguagem coreográfica e inspirado novas gerações de criadores cabo-verdianos e além-fronteiras.
Durante o festival, os participantes estarão em residência no Estádio Nacional, desenvolvendo práticas intensivas de formação, criação e intercâmbio. Esta iniciativa visa investir na próxima geração de artistas, promovendo o encontro entre culturas, linguagens e experiências.
O festival encerra com o Kontornu Dance Battle, uma grande celebração das danças urbanas, que terá lugar no Tarrafal. Esta actividade é realizada em parceria com o Festival IUFA (Açores), reforçando pontes entre territórios insulares e comunidades artísticas. A batalha promete reunir bailarinos, público e energia coletiva num momento de partilha, competição saudável e celebração da cultura urbana.
O Festival Kontornu é um evento dedicado à dança e às artes performativas, que promove a criação contemporânea, o intercâmbio internacional e a valorização das práticas artísticas africanas e da diáspora.
Espectáculos
A peça “CV Matrix” do grupo Raiz di Polon, que será apresentada na abertura do festival, é uma criação que mergulha nas múltiplas camadas da identidade cabo-verdiana, cruzando referências tradicionais com imaginários futuristas.
“Através de uma linguagem física intensa e simbólica, o espectáculo constrói um universo em que corpo, som e tecnologia dialogam, evocando memórias colectivas e projetando novas possibilidades de existência”, indica.
Conforme a organização, a “CV Matrix” propõe uma reflexão sobre o presente e o futuro, num território em que o ancestral e o digital coexistem em constante transformação.
Ainda na abertura do festival estará a peça “Dançando Vila”, da companhia de dança de Curitiba. Trata-se de um espectáculo que nasce do encontro com a comunidade, celebrando o quotidiano, as histórias e as energias da vila.
Neste espectáculo, em cena, os diferentes corpos e gerações partilham experiências, revelando a riqueza das expressões locais através da dança.
“Entre gestos simples e momentos de grande intensidade, 'Dançando Vila' constrói uma narrativa sensível sobre pertença, convivência e identidade, transformando o espaço performativo num lugar de memória viva e de criação colectiva”, realça.
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