Esta edição vai prestar homenagem à coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas, uma das mais reconhecidas artistas da cena contemporânea internacional.
A programação do festival foi apresentada esta segunda-feira, 27, numa conferência de imprensa conduzida pelo bailarino e director artístico Djam Neguin, que contou com a presença de alguns bailarinos cabo-verdianos que irão apresentar as suas peças no evento.
Segundo Djam Neguin, o festival reúne, nesta edição, cerca de 80 participantes provenientes de vários países, entre artistas, programadores, investigadores e profissionais das artes performativas.
Além de Cabo Verde, o evento contará com a participação de países como Portugal, Brasil, Grécia, Suíça, República Dominicana, Espanha, Senegal, França e Itália.
Djam Neguin explicou que o Festival Kontornu é dedicado, sobretudo, à linguagem da dança, com enfoque na dança contemporânea e cénica, mas também abre espaço para outras expressões, como performance, teatro, circo, linguagens híbridas e danças urbanas. “Apesar de ter o foco na dança contemporânea, também se abre a várias manifestações artísticas”, destacou.
Nesta edição, a organização decidiu integrar uma acção social ligada à campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, que assinala 10 anos. Djam Neguin sublinha que esta iniciativa visa dar visibilidade a um tema que continua a ser relevante na sociedade, incentivando os jovens à prática da dança como alternativa a comportamentos de risco, como o consumo de álcool e outras drogas.
O festival volta a acolher o Encontro Internacional de Programadores, um espaço de reflexão, networking e cooperação entre profissionais das artes, que terá lugar na Cidade Velha.
“O objectivo é discutir temas relacionados com o futuro da programação da dança nos próximos tempos”, afirmou.
Durante o festival, realiza-se também o Kontornu Dance Camp, uma residência artística que reúne jovens bailarinos de diferentes partes do mundo. “Os participantes estarão em residência no Estádio Nacional, onde irão desenvolver práticas intensivas de formação, criação e intercâmbio. Esta iniciativa visa investir na próxima geração de artistas e promover encontros entre culturas, linguagens e experiências”.
O festival encerra com o Kontornu Dance Battle, uma grande celebração das danças urbanas, que terá lugar no Tarrafal de Santiago.
Esta actividade é realizada em parceria com o Festival IUFA, dos Açores, reforçando pontes entre territórios insulares e comunidades artísticas. “A batalha promete reunir bailarinos, público e uma forte energia colectiva, num momento de partilha, competição saudável e celebração da cultura urbana”.
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