Além dos Black Side, a cantora luso-angolana Irina Barros também estará nos palcos dos CVMA como convidada especial.
Segundo a organização, a actuação dos Black Side nos CVMA será um momento de memória, reconhecimento e celebração. “Um reencontro especial com um dos grupos pioneiros do movimento hip hop kriol, que marcou uma geração e abriu caminho para novas formas de expressão urbana em Cabo Verde”.
A mesma fonte considera que a presença dos Black Side neste evento reforça o compromisso dos CVMA com a valorização da memória musical cabo-verdiana, reconhecendo não apenas os artistas do presente, mas também aqueles que abriram caminhos, criaram linguagem e influenciaram novas gerações.
“Os Black Side regressam ao palco a convite dos CVMA, num desafio lançado pela organização para reunir novamente o grupo e proporcionar ao público um momento de ´Lembra Tempu´, de homenagem e reencontro com uma parte importante da história da música urbana cabo-verdiana”, relata.
Fundados em 1995, em São Vicente, os Black Side afirmaram-se como uma voz de alerta e de intervenção social, assumindo-se como a “expressão crítica do povo”.
Com uma identidade muito própria, marcada pela fusão entre o rap e o reggae, o grupo levou para a música temas como a vivência dos meninos de rua, a pobreza, a droga, o alcoolismo, o VIH/Sida e a defesa de valores sociais.
Com o álbum “Black Já Tchgá”, lançado em 1997, os Black Side conquistaram espaço nas rádios nacionais e na diáspora, mantendo várias composições durante anos no topo das seleções musicais.
Ao longo do seu percurso, marcaram presença em festas tradicionais, festivais em Cabo Verde e atuações no estrangeiro. Este ano, celebram 31 anos de existência.
Composto por Nilton Gomes (Tó), Gilson Ramos (Gee) e Edilson Silva (Dau), o grupo deixou um retrato crítico, directo e profundamente social da realidade cabo-verdiana, dando voz às inquietações de uma geração e ajudando a construir as bases do hip hop feito em crioulo.
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