De acordo com o diploma, a participação de Cabo Verde em eventos de grande projecção, como o Campeonato do Mundo da FIFA, constitui uma oportunidade estratégica para reforçar o posicionamento do país como destino turístico, captar investimento directo estrangeiro e mobilizar a diáspora, além de afirmar a sua imagem enquanto nação em desenvolvimento no contexto internacional.
A resolução sublinha que a promoção de Cabo Verde antes, durante e após o Mundial deve ser devidamente planeada e alinhada com objectivos de desenvolvimento económico e de consolidação da marca país.
O documento sublinha ainda a importância de campanhas de comunicação e acções estratégicas que evidenciem a diversidade cultural, a hospitalidade e os avanços registados nos domínios económico e social.
O diploma recorda que o turismo continua a ser a principal actividade exportadora, com resultados expressivos, sobretudo em 2024, sustentados por instrumentos como o Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável II (PEDS II) e o Programa Operacional do Turismo (POT).
Neste sentido, considera essencial reforçar a promoção externa para atrair mais visitantes e dinamizar a economia nacional.
A nova comissão funcionará junto do Gabinete do Primeiro-ministro, sob coordenação do Ministério do Turismo e Transportes, e terá como missão planear, coordenar e acompanhar todas as iniciativas de promoção ligadas ao Mundial FIFA 2026.
A CNP-CV integra uma Comissão Estratégica, composta por membros do executivo de diferentes áreas governativas, e uma Comissão Executiva, que reúne representantes de ministérios, da Federação Cabo-verdiana de Futebol, da Câmara de Turismo e da Associação Nacional dos Municípios.
Entre as suas competências, está a elaboração e execução do programa de promoção, a articulação entre entidades públicas e privadas e o incentivo à participação da sociedade civil em iniciativas que valorizem a imagem do país no contexto do Mundial.
O diploma prevê ainda a criação de um Secretariado Executivo, responsável pela operacionalização das decisões, bem como a definição de um orçamento próprio para a comissão.
A resolução estabelece também o envolvimento das comunidades cabo-verdianas no estrangeiro, através do Ministério das Comunidades, e o apoio das missões diplomáticas nas zonas onde decorrerá o Mundial.
A comissão será automaticamente dissolvida até seis meses após o encerramento do Campeonato do Mundo, mediante apresentação dos relatórios de actividades e contas.
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