A Ministra do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes vai passar a coordenar o relacionamento do governo com as empresas privadas, anunciou hoje o Primeiro-ministro.
Na conversa aberta, organizada pela CCISS, que teve como objectivo discutir com o sector empresarial cabo-verdiano quais as melhores formas de ultrapassar os actuais constrangimentos que enfrenta o sector privado nacional, José Maria Neves afirmou que a partir de agora vai ser o ministério comandado por Leonesa Fortes a coordenar as relações com as empresas privadas nacionais.
“O que nós estamos a propor é que o Ministério do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial assuma o relacionamento com as empresas”, disse, neste encontro, o Primeiro-ministro.
No entanto, isso não significa o afastamento total de Cristina Duarte e do Ministério das Finanças. “A ideia é de se criar uma equipa entre os dois ministérios, para que as questões sejam organizadas e resolvidas com uma intervenção do Ministério do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial”.
O relacionamento do sector empresarial cabo-verdiano com Cristina Duarte não tem sido, ao longo dos anos, o mais pacífico. De tal forma que o Primeiro-ministro reconheceu que na reunião de preparação deste encontro ficou decidido "não ter a participação da Ministra das Finanças", que está ausente do país.
Outro ponto referido pelo Primeiro-ministro foi o novo Código Laboral que deverá estar “aprovado, pelo Conselho de Ministros até Fevereiro”. “Deveremos proximamente convocar o conselho de concertação social”, reforçou José Maria Neves.
Estas declarações de José Maria Neves surgem como resposta às reclamações apresentadas pelo presidente da CCISS que afirmou que o governo sofre de autismo no relacionamento com as empresas. “Nós observamos o governo a funcionar a duas velocidades. A chefia do Governo tem plena consciência dos problemas, mas quando se sai daí e se passa para as chefias intermédias é tudo bloqueio, nada funciona, mas ninguém é chamado à responsabilidade”, criticou Jorge Spencer Lima.
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