Geração B-Bright: “Jovens acrescentam pouco valor ao mercado de trabalho”

PorAndré Amaral,27 dez 2015 6:00

Valorizar os jovens, potenciar as suas capacidades mas também melhorar a sua atitude para com o mercado de trabalho. São estes os objectivos de um grupo de jovens que se uniu para mudar a atitude daqueles que entram no mercado de trabalho pela primeira vez.

 

“Qual o real valor que os jovens acrescentam ao mercado de trabalho?”, começa por perguntar Pedro Lopes, um dos membros da Geração B-Bright que, sem hesitar responde: “Muito pouco”.

E explica: “Muitos jovens quando entram para o mercado de trabalho têm muitas vezes grandes dificuldades de expressão, não sabem falar línguas estrangeiras, têm dificuldade em trabalhar com ferramentas informáticas como o Office”.

E depois há ainda “o mito do empreendedorismo”, aponta Pedro Lopes. “Apesar dos incentivos ao empreendedorismo, estes são pouco selectivos e sustentados mais na óptica da necessidade (alternativa ao desemprego) do que da oportunidade (necessidades de mercado ainda não satisfeitas).”

Foi por ter identificado estes problemas que Pedro Lopes e mais quatro jovens se propuseram a criar a Geração B-Bright.

E é com este projecto que este grupo se propõe a lutar contra as dificuldades que os jovens encontram na entrada para o mercado de trabalho. Como? “Criando parcerias, divulgando as suas actividades e promovendo formações em diversas áreas como o Inglês, a Comunicação não só interpessoal como também a não-verbal” que é uma das “grandes lacunas apresentadas pelos jovens que procuram emprego”.

O desafio, agora, é divulgar a Geração B-Bright e as suas actividades. E, para isso, estes cinco jovens que dão o pontapé de saída deste projecto já têm um plano traçado. “Vamos fazer acções de marketing de guerrilha”, ou seja, mostrar as actividades do projecto “fora dos media tradicionais com o objectivo de surpreender o público e gerar conteúdo espontâneo nos medias sociais”.

Depois há que estimular o sentimento de pertença dos jovens quanto a este projecto. “Explorar a vontade dos jovens de fazer parte e de construir esta tribo, uma tribo que é inteligente e esforçada mas que também é cool. Uma tribo que é bastante Cabo-Verdiana na sua identidade mas também ligada ao mundo, mostrando tirar vantagem das suas diferenças culturais sem ignorar as ferramentas necessárias para poder ombrear com os melhores em todo o mundo”, lê-se na página de apresentação do projecto Geração B-Bright.

Por último, mas não menos importante, os membros deste projecto querem estimular a participação cívica dos jovens que a ele se venham a juntar num futuro próximo, porque a “importância da sociedade civil no desenvolvimento de um país é fundamental” e isto será feito através da promoção de actividades cívicas e do estabelecimento de parcerias “entre a Geração B-Bright e o Programa Nacional de Voluntariado”.

Um projecto de intervenção cívica que vai necessitar “do engajamento de Associações Juvenis e também o apoio da empresas cabo-verdianas e dos seus quadros mas, acima de tudo, da vontade dos jovens cabo-verdianos em se envolverem e em participarem de forma activa na Geração B-Bright”, lê-se na apresentação da Geração B-Bright.


As caras da Geração B-Bright

Ludmila Garcia é uma jovem dinâmica com uma vasta experiência internacional que a trouxe a Cabo Verde, onde desempenha o papel de Presidente Nacional da AIESEC em Cabo Verde. A AIESEC é reconhecida pela ONU como a maior organização liderada por jovens no mundo e visa desenvolver o potencial de liderança dos jovens através de experiências de intercâmbio.


Ema Barros, formada em Arquitectura e Urbanismo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, trabalha na Câmara Municipal da Praia como Coordenadora do Programa de Assentamentos e Construções Irregulares do Município da Praia. Em 2011, Ema participou do Programa de Capacitação de Jovens Líderes Africanos e Afro-brasileiros, Promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República do Brasil e o Fundo de População das Nações Unidas, Rio de Janeiro (Brasil). Colabora com o iPericentro - Plataforma de Cultura Digital do Ministério da Cultura.

Pedro Lopes, licenciado em Relações Internacionais, pela Universidade de Coimbra, fez o mestrado em Resolução de Conflitos pela Universidade de Bradford, Reino Unido e possui um diploma em Comunicação Estratégica de Marketing. Recentemente  participou no aclamado evento “African Innovation Summit” como Director da exposição “African Inovations Exhibit” e como Gerente Adjunto desta Cimeira Internacional. É actualmente Gestor de Projectos e Consultor de Comunicação na Wansati Communications.


Evódia Graça é licenciada e mestre pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e concilia actualmente o curso de doutoramento em Linguística naquela faculdade, com as funções de Coordenadora de Comunicação das Aldeias Infantis SOS.


Josimar Brito é o Director Executivo da delegação de Cabo Verde da União de Exportadores da CPLP, sendo também, administrador da Africa Business Support SA e da empresa Gourmet di Terra SA, produtos tradicionais de Cabo Verde. Durante a sua formação desempenhou vários cargos de liderança, sendo o primeiro Africano a ser eleito Presidente de Associação dos Estudantes da terceira maior universidade de Portugal, a Universidade Nova de Lisboa.

Josimar, será um dos responsáveis pelo sector da Ligação Empresarial da Geração B-Bright 

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Autoria:André Amaral,27 dez 2015 6:00

Editado porRendy Santos  em  28 dez 2015 10:54

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