António Pinto Monteiro: «A Águas de Santiago compromete-se a melhorar significativamente o serviço» de água e saneamento na ilha

PorSara Almeida,30 jun 2016 7:36

O negócio da água e saneamento na ilha de Santiago vai passar a ser da responsabilidade de uma Empresa Intermunicipal, nascida em 2014 no quadro de toda uma reforma do sector. A </strong><strong>Águas de Santiago (AdS), que congrega todos os municípios da ilha, viu já a sua primeira agência ser inaugurada no passado dia 21, em Assomada, e estará presente em todos os municípios até Setembro. Em entrevista ao Expresso das ilhas, o seu PCA, José António Pinto Monteiro, explica os muitos desafios e objectivos da nova empresa, alertando que as soluções não são imediatas e têm de passar não só pela garantia da sustentabilidade da empresa, assim como por um investimento avultado. Mas uma coisa o Presidente do Conselho de Administração garante: o serviço vai melhorar e a relação com os clientes será de amizade e proximidade.</strong><strong> 

O negócio da água e saneamento na ilha de Santiago vai passar a ser da responsabilidade de uma Empresa Intermunicipal, nascida em 2014 no quadro de toda uma reforma do sector. A Águas de Santiago (AdS), que congrega todos os municípios da ilha, viu já a sua primeira agência ser inaugurada no passado dia 21, em Assomada, e estará presente em todos os municípios até Setembro. Em entrevista ao Expresso das ilhas, o seu PCA, José António Pinto Monteiro, explica os muitos desafios e objectivos da nova empresa, alertando que as soluções não são imediatas e têm de passar não só pela garantia da sustentabilidade da empresa, assim como por um investimento avultado. Mas uma coisa o Presidente do Conselho de Administração garante: o serviço vai melhorar e a relação com os clientes será de amizade e proximidade. 

 

Os consumidores são a razão da nossa existência. A AdS compromete-se a melhorar significativamente os serviços, e vai querer estar próxima dos consumidores. Queremos que haja uma relação de amizade e confiança”. Esta é uma mensagem que o Presidente da Águas de Santiago quer passar aos (futuros) clientes da empresa intermunicipal.

Mas não é a única. Para garantir qualidade e sustentabilidade, há um outro principio que tem de estar presente: “a água não tem preço mas tem custos”.

O negócio da água e saneamento em Santiago, onde há nove municípios e dez operadores do sector, vai passar a ser assumido por esta empresa, que “não é o somatório dos serviços municipais”, mas uma entidade totalmente nova, que tem como missão ser “capaz de prestar um melhor serviço, recuperar os custos e considerar a dimensão social e de género”.

O trabalho da empresa está em curso, há vários meses, tendo a mesma começado por fazer um trabalho subterrâneo, junto aos utentes no sentido de fazer um levantamento da rede e clientes existentes.   

“Esse conjunto de trabalhos subterrâneos culminou com a abertura da agência de Santa Catarina e contamos, no dia 8, abrir a agência de São Salvador do Mundo e a agência de São Lourenço dos Órgãos. Entre 21 e 25 de Julho, contamos estar no Tarrafal e em São Miguel. Em finais de Julho, primeira semana de Agosto estaremos em Santa Cruz, terminando assim a fase de Santiago Norte.

Depois, já em Setembro, contamos estar na Praia, São Domingo e Ribeira Grande”, adianta.

Estes são passos necessários e importantes , mas que, como salvaguarda o PCA da AdS,não significavam a solução para os problemas de água e saneamento da ilha de Santiago”.

“Significam essencialmente transpor um conjunto de desafios”,  entre os quais se destacam as perdas comerciais e a melhoria e densificação da rede.

O objectivo é “já em 2021, disponibilizar água para 95% da população de Santiago e garantir acesso à rede de saneamento a 56%”.

O trabalho será gradual e dentro do possível, sabendo-se de antemão da importância do financiamento. Parte dele está assegurado pelos parceiros, nomeadamente através do projecto Wash, do MCA-CII.

Mas para resolver o problema actual de Santiago, os valores são elevadíssimos: “à volta de 12 milhões de contos, sendo 8 milhões para saneamento e 4 milhões para melhoria da rede e redes novas [de distribuição de água]. Isso, considerando a ilha de Santiago estática, que não vai estar.”

 

Uma entrevista que pode ler na íntegra na edição desta semana do Expresso das Ilhas

Concorda? Discorda? Dê-nos a sua opinião. Comente ou partilhe este artigo.

Autoria:Sara Almeida,30 jun 2016 7:36

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  29 jun 2016 17:36

pub
pub.

Últimas no site

    Últimas na secção

      Populares na secção

        Populares no site

          pub.