Segundo o Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), o aumento da procura e as preocupações climáticas na América do Sul impulsionaram os preços internacionais do milho, enquanto o açúcar continuou pressionado por factores cambiais e pelo crescimento da produção na Índia.
No milho, os preços mundiais de exportação registaram uma tendência de alta face à semana anterior. Nos Estados Unidos, a melhoria da procura sustentou as cotações, enquanto na Argentina se verificou um aumento de cerca de 1,8%.
No Brasil, a Conab informou que a sementeira da campanha agrícola 2025/26 estava 88% concluída até 3 de Janeiro, com o início da colheita ainda de forma limitada.
Os preços mundiais de exportação de trigo mantiveram uma evolução mista. Na Rússia, registou-se uma descida associada à desvalorização do rublo, com exportações de cerca de 1,2 milhões de toneladas a partir do Mar Negro.
Na União Europeia houve uma ligeira subida, travada pela concorrência das origens do Mar Negro, enquanto na Argentina persistiu a tendência de baixa.
No mercado do arroz, os preços internacionais continuaram a cair, influenciados pela menor procura externa e pelas flutuações cambiais na Tailândia, ao passo que no Vietname as cotações permaneceram estáveis.
Quanto ao óleo de soja, os preços mundiais de exportação recuaram, com quedas de cerca de 0,2% na Argentina e 0,5% no Brasil.
Já o açúcar manteve a trajectória descendente. No Brasil, as exportações de açúcar e melaço em 2025 atingiram 33,8 milhões de toneladas, menos 11,7% do que em 2024. Na Índia, a produção aumentou 25% nos primeiros três meses da campanha 2025/26, para 11,9 milhões de toneladas.
O SNSAN indica ainda que as cotações mundiais do frete marítimo registaram uma tendência de baixa, favorecendo o comércio internacional.
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