Eurico Monteiro falava à imprensa após presidir à tomada de posse dos novos órgãos sociais da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), ocasião em que sublinhou que o país vive um “bom momento” económico, com reconhecimento interno e por parte de instituições internacionais.
Segundo o governante, após um crescimento de 7,3% em 2024, a economia nacional mantém a mesma trajectória em 2026. Este desempenho, reforçou, tem tido um impacto directo no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego a atingir o “nível mais baixo de sempre”, fixando-se nos 7,5%.
“Os indicadores de emprego, a subutilização do trabalho e o subemprego apresentam melhorias significativas”, congratulou-se o ministro, que tutela igualmente a pasta da Promoção de Investimentos, acrescentando ser, no entanto, “essencial reforçar mecanismos” para a integração dos jovens no mercado de trabalho e na formação profissional.
Eurico Monteiro enalteceu o papel dos empresários nacionais e dos investidores estrangeiros, afirmando que os resultados alcançados reflectem a dinâmica do sector privado, mas também a eficácia das políticas públicas que criam condições favoráveis ao investimento.
Nesse contexto, destacou a actuação da CCS, que, segundo referiu, tem sido um “parceiro exigente e cooperante”, contribuindo para orientar o Governo na resposta às necessidades da economia e do empresariado.
Questionado sobre novas medidas para fortalecer o tecido empresarial, o ministro confirmou que existem vários dossiês em curso e que algumas questões estão a ser afinadas em articulação com as organizações empresariais.
Eurico Monteiro revelou, ainda, que está agendado para a primeira quinzena de Fevereiro um encontro com a CCS e outras entidades representativas, com o objectivo de resolver pendências e acelerar acções que reforcem o dinamismo económico do país.
Por sua vez, o presidente da CCS, Marcos Rodrigues, manifestou satisfação com a abertura demonstrada pelo Governo, particularmente no que respeita à transferência de determinadas actividades económicas para o sector privado nacional, classificando a medida como “essencial para o crescimento sustentado” da economia cabo-verdiana.
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