A ocasião marca também a entrada em vigor da nova lei orgânica do BCV, que reforça a autonomia funcional e financeira da instituição, define mandatos mais longos de sete anos e consolida o papel do banco como autoridade macro-prudencial e reguladora do sistema financeiro nacional.
No seu discurso, o governador do BCV, Óscar Santos, reforçou os avanços da instituição ao longo dos seus 50 anos, sublinhando a importância da estabilidade de preços e financeira, a supervisão prudencial rigorosa e as medidas adoptadas durante crises, como a pandemia da Covid-19 e fenómenos climáticos extremos.
Entre estas medidas, apontou a criação do Programa de Assistência de Emergência, em 2025, a redução de taxas de juro e a disponibilização de instrumentos de liquidez de longo prazo.
“Embora a preservação da estabilidade de preços continue a ser a missão central do Banco de Cabo Verde, o reforço da estabilidade financeira e a supervisão macro-prudencial são essenciais para garantir a resiliência do sistema financeiro e promover a inclusão financeira”, afirmou o governador no seu discurso.
O governador foi categórico ao referir que ainda persistem alguns desafios, nomeadamente a adopção de medidas de política monetária diante de um cenário internacional complexo, a gestão de riscos climáticos e cibernéticos, a digitalização das operações e a implementação de instrumentos de pagamento que promovam a inclusão financeira e a futura moeda digital.
O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, por sua vez, vincou a necessidade de uma governação digital eficiente, capaz de responder às exigências de uma economia moderna e de uma nação diaspórica.
Para tal, sublinhou a importância da implementação de sistemas de pagamentos digitais simples, rápidos, seguros e inclusivos em todo o território nacional.
Reforçou ainda o papel do BCV na criação de empregos qualificados, na gestão dos riscos climáticos e cibernéticos e na promoção de políticas de crescimento sustentável, visando colocar Cabo Verde na rota de um país de rendimento alto na próxima década.
A entrada em funções dos novos membros da direcção, Sueli Santos e Paulo Santos, consolida a política de inclusão e renovação do BCV, com a presença de pelo menos duas mulheres na administração, reforçando ainda mais os valores de autonomia, competência e inovação na gestão da autoridade monetária nacional.
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