A nova operadora iniciou actividade num modelo transitório devendo assumir progressivamente o controlo total das operações, incluindo as áreas operacional e comercial, até ao final de Março.
Durante a cerimónia, o presidente do conselho de administração da empresa, Manuel Lima, destacou que o objectivo é construir uma transportadora “sólida, fiável e sustentável”, capaz de garantir regularidade e previsibilidade num sector que tem enfrentado instabilidade nos últimos anos.
A companhia começa com duas aeronaves ATR 72-600 e prevê reforçar a frota de forma gradual, numa estratégia orientada para melhorar a resposta à procura crescente por mobilidade entre as ilhas.
O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sublinhou que a criação da CV Sky resulta de uma opção estratégica do Governo para assegurar a coesão territorial e o direito à mobilidade, apontando como prioridade imediata a estabilização da operação.
“O grande desafio agora é estabilizar, depois crescer e desenvolver”, afirmou, salientando que existe uma procura interna significativa ainda por satisfazer, marcada por constrangimentos ao nível da disponibilidade de lugares e da regularidade dos voos.
O chefe do Governo destacou ainda a importância de reforçar a articulação entre os voos domésticos e internacionais, de forma a potenciar a circulação de turistas entre as ilhas e apoiar o desenvolvimento económico.
Com a nova configuração do sector, a CVSky passa a concentrar-se exclusivamente nas ligações internas, enquanto os voos internacionais continuam a ser assegurados pela TACV. Esta separação surge após um período em que a transportadora nacional acumulou ambas as operações, na sequência de dificuldades na concessão anterior.
Dados recentes da Agência de Aviação Civil indicam que o transporte aéreo em Cabo Verde registou um crescimento expressivo em 2025, com destaque para o tráfego interilhas, que aumentou 34% e ultrapassou as 820 mil passagens, evidenciando a pressão sobre o sistema e a necessidade de maior capacidade e eficiência.
Neste contexto, o Governo acredita que a nova companhia poderá desempenhar um papel determinante na normalização do serviço e na resposta às necessidades de mobilidade dos cabo-verdianos, numa fase em que o sector procura recuperar estabilidade e acompanhar o aumento da procura.
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