O BCV manteve a taxa diretora e as taxas das facilidades permanentes de cedência e de absorção de liquidez nos 2,5%, 2,75% e 2,25%, respetivamente.
O banco central decidiu também manter o coeficiente de disponibilidades mínimas de caixa nos 12%.
“A decisão enquadra-se num ambiente internacional ainda marcado pelo aumento das pressões inflacionistas a nível global, perante o agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente e a consequente subida dos preços internacionais da energia”, justificou.
Apesar do enquadramento externo “adverso”, o BCV indicou que a economia cabo-verdiana “demonstra alguma resiliência, com os indicadores disponíveis a apontar para o crescimento da atividade económica no segundo trimestre, sustentado pelo aumento da procura interna”.
“A inflação homóloga aumentou 0,8% em agosto, mas a inflação média anual manteve a sua tendência descendente situando-se em 1,3%”, enquanto nas contas externas, “apesar da procura turística mais enfraquecida nos últimos meses e do aumento das importações, as reservas internacionais líquidas mantêm-se em níveis confortáveis, garantindo cerca de nove meses de importações previstas para 2026”, concluiu.
A próxima reunião do Comité de Política Monetária está agendada para 03 de novembro.
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