Em comunicado, o Governo explicou que pretende aperfeiçoar o actual mecanismo legal de estabilização, para que seja possível considerar não apenas as variações entre duas actualizações, mas também o impacto acumulado de aumentos sucessivos.
O objectivo, conforme a referida fonte, é encontrar soluções que permitam proteger melhor as famílias e a economia, garantindo, ao mesmo tempo, a sustentabilidade financeira do Estado e a segurança do abastecimento de combustíveis ao país.
O mesmo ressaltou que interveio para reduzir o impacto do aumento do gás butano sobre as famílias e que, sem esta intervenção, o preço do gás teria aumentado 19,18%. Neste sentido, decidiu absorver, através do mecanismo público de mitigação, 70% do diferencial do aumento, limitando a subida suportada pelos consumidores a 5,73%.
“A medida constitui uma resposta imediata, mas a actual conjuntura mostrou também a necessidade de reforçar os instrumentos de que o país dispõe para enfrentar períodos prolongados de subida dos preços internacionais”, assegurou.
O Governo reconheceu que a actualização dos preços dos combustíveis para o mês de Outubro representa um peso adicional para as famílias e para diversos sectores da economia, com impacto nos transportes, nas pescas, nas empresas e no custo de vida dos cabo-verdianos.
“A prioridade é reduzir, tanto quanto possível, o impacto das oscilações externas na vida dos cabo-verdianos e na economia, reforçando a capacidade do país para responder a situações como esta”, concluiu.
fotografia: Depositphotos
homepage








