Governo promete facilitar atividade das empresas e apoiar criação de emprego

PorSelton Monteiro, Rádio Morabeza,6 out 2026 16:34

O Governo reafirma o compromisso de criar melhores condições para o sector privado e facilitar a criação de emprego em Cabo Verde. A posição foi defendida hoje, na cidade da Praia, pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, à margem de um encontro entre o Executivo e empresários.

Para o Governo, o diálogo com o sector privado deve contribuir para resolver os principais constrangimentos e criar mais oportunidades de emprego.

“É facilitar o mais possível, de modo a que possamos concretizar em Cabo Verde o maior projeto social, que é a criação de emprego. Mas quem cria emprego é o setor privado, é o empresário. De maneira que nós assumimos, de uma forma muito clara e direta, o papel de facilitarmos, de criarmos as melhores condições para que o empresário possa criar emprego aqui em Cabo Verde”, reafirma.

O primeiro-ministro afirma que o Governo vai procurar simplificar os impostos, facilitar o acesso ao crédito e tornar mais rápidos os processos nas alfândegas, para facilitar a actividade das empresas.

“Nós assumimos aqui o compromisso de analisar em conjunto, de reflectir em conjunto em relação ao setor tributário. Nós assumimos aqui também que vamos desenvolver mecanismos em relação à questão do acesso ao crédito. E ouvimos aqui diferentes grupos que apresentaram sempre esta queixa em relação ao acesso ao crédito. Por outro lado, há uma questão que é recorrente, demora nas alfândegas. É uma questão recorrente. Nós já assumimos medidas concretas para fazer com que o processo, ao nível das alfândegas, seja um processo menos doloroso”, afirma.

Por sua vez, o presidente da Câmara do Comércio de Sotavento, Marcos Rodrigues, defende maior apoio às micro e pequenas empresas nacionais.

“A microeconomia é onde nasce, é onde pulsa e onde se regista realmente o desenvolvimento. Se nós não cuidarmos desta franja de mercado, nós teremos daqui a mais algum tempo um país um pouco desarticulado, não teremos empresários nacionais a fazer atividade no país onde nasceram. E isto é de bom senso: devemos, por um lado, ajudar essas microempresas, dar-lhes alguns instrumentos necessários”, defende.

O presidente da Câmara do Comércio pede ainda melhores salários e uma economia mais forte para travar a saída de profissionais de Cabo Verde.

Marcos Rodrigues defende que os países que recrutam profissionais cabo-verdianos devem assumir parte dos custos da sua formação.

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Autoria:Selton Monteiro, Rádio Morabeza,6 out 2026 16:34

Editado porAndre Amaral  em  6 out 2026 17:43

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