Destaques da edição 848

PorExpresso das Ilhas,28 fev 2018 4:45

Nesta edição, o Expresso das Ilhas faz manchete com o ensino da matemática: Entre a calamidade e o zero absoluto.

A compreensão da ciência e da tecnologia com base científica é essencial, não só para aqueles cujas carreiras delas dependem directamente, como para qualquer cidadão que queira tomar decisões bem informadas sobre os temas controversos hoje em debate: desde conseguir uma dieta equilibrada, até à gestão dos lixos urbanos, passando pelas alterações climáticas, só para dar alguns exemplos, a ciência é omnipresente na nossa existência. No fundo, passamos a vida a calcular probabilidades e a medir distâncias e para isso é fundamental o domínio da linguagem científica. Por outras palavras, cidadãos que percebem ciência são melhores cidadãos. Em Cabo Verde, o ensino da matemática enfrenta desafios, muitos desafios, e os sucessivos ministérios da educação, apesar de identificarem os problemas ano após ano, tardam em encontrar uma solução. O que se passa, afinal, com o ensino da matemática em Cabo Verde? É um problema de modelo de ensino? De deficiente formação dos docentes? De falta de empenho dos alunos? O Expresso das Ilhas foi atrás das respostas.

Também neste número, a criação do Dia Nacional da Morna. O dia 3 de Dezembro, aniversário do compositor B. Léza, passa a ser oficialmente o Dia Nacional da Morna. O projecto de lei, apresentado pela bancada do MpD, foi aprovado pelo Parlamento. O músico Vasco Martins, autor da ideia, diz-se “muito feliz”. O dossier de candidatura do género musical cabo-verdiano a Património Imaterial da Humanidade deverá ser encaminhado até final de Março á UNESCO.

Código de recuperação e insolvência. A 22 de Março de 2016, foi aprovado pela Lei n.º 116/VIII, o Código de Recuperação e Insolvência, que veio dotar Cabo Verde de um diploma moderno, extenso e minucioso, na linha das práticas de outras economias mais sedimentadas. Trata-se de um documento que consagra princípios, regras e procedimentos alinhados com a promoção do sector privado que o governo tem em curso e, destacadamente, com a criação de um bom ambiente de negócios. Apesar da sua reconhecida importância, dois anos volvidos, persiste um grande desconhecimento sobre o diploma, sendo notória a sua pouca ou nenhuma aplicabilidade prática. Falta ainda alguma regulamentação importante a essa prática, algo que no entanto, deverá acontecer em breve, após recolha de subsídios, mas que não invalida a sua implementação imediata. Com o objectivo central de promover a divulgação deste instrumento, o debate e a troca de experiência e conhecimentos, o Ministério da Justiça, através da Direcção Geral da Política de Justiça, promoveu uma conferência sobre o tema que juntou no dia 22 de Fevereiro, no Sal, mais de uma centena de participantes, entre os quais operadores económicos, altos quadros da Administração Pública, magistrados e juristas.

Ministra das Infra-estruturas: Casa para Todos é experiência a não repetir. Governo responde esta quarta-feira, no Parlamento, a uma interpelação do PAICV sobre a habitação social em Cabo Verde. “O Programa Casa para Todos não resolve o problema”, explicou, em entrevista ao Expresso das Ilhas, a ministra Eunice Silva. Os dados existentes apontam para um défice habitacional quantitativo e qualitativo elevado. “O qualitativo é superior a 60 mil casas e o quantitativo anda na ordem dos 40 mil”. Ainda segundo a ministra que tutela a pasta da habitação, “desde o início do programa, inscreveram-se na IFH, aproximadamente 29 mil pessoas, quando o mesmo programa só previa a construção 6000 habitações das quais pouco mais de duas mil eram destinadas a renda social resolúvel”.

Victor Fidalgo: Na economia também temos de saber ousar. Balanço do ano turístico, novos investimentos, o hub do Sal, a supressão dos vistos para turistas e os desafios para o sector a curto prazo são alguns dos temas desta conversa entre o Expresso das Ilhas e o consultor internacional Victor Fidalgo.

No interior, a opinião de José Almada Dias, Cultura, negócios e economia – a receita certa na hora de um virar de página; de Eurídice Monteiro, Língua de papel; de Armindo Ferreira, Cabo Verde na CEDEAO: dentro ou fora?; e de Manuel Brito-Semedo, Carga frágil. Manusear com cuidado. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,28 fev 2018 4:45

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  28 fev 2018 6:51

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