Boa Vista. Marca de saboaria artesanal inicia o ano com encomendas em alta

PorChissana Magalhães,7 jan 2019 12:00

Conservas da marca Tambra
Conservas da marca Tambra(Projecto Tartaruga Boa Vista)

Marca "Tambra", produzida por uma cooperativa de mulheres do norte da Boa Vista foi lançada no final do ano passado e já está a produzir intensivamente para abastecer lojas locais e da ilha do Sal.

Criada por um colectivo de mulheres das comunidades da região norte da ilha da Boa Vista, a marca Tambra produz sabões artesanais a partir de produtos naturais locais e cria também produtos resultantes de transformação alimentar.

O projecto da cooperativa Mulheres do Norte integra o plano de actividades do Programa de Desenvolvimento Comunitário, uma das três componentes do Projecto Tartaruga Boa Vista, composto pelas três ONGs que trabalham na preservação das tartarugas na ilha e pelo Ministério da Agricultura e Ambiente.

As mulheres que compõem o grupo foram indicadas por organizações da sociedade civil do Norte da Boa Vista dentre elementos das respectivas comunidades. São mulheres que têm no projecto uma oportunidade de reforço da sua renda habitual.

Nesta fase, foram 15 as mulheres a receberam formação intensiva e certificada em saboaria artesanal, com Lúcia Cardoso, criadora da marca Badia, e transformação agro-alimentar, com a chef Gabriela Bezerra. As mesmas foram ainda capacitadas em Cooperativismo e Gestão de Pequenos Negócios e Boas Práticas de Manipulação de Alimentos.

Tambra - Mulheres do Norte da Boa Vista
Tambra - Mulheres do Norte da Boa Vista

Tambra – nome derivado de tâmara, fruto abundante naquela região – foi o nome escolhido para a cooperativa e marca, que foi apresentada através de uma feira na cidade de Sal Rei em meados de Dezembro passado.

“A feira correu muito bem. As pessoas gostaram, vendemos bastante. E recebemos muitas encomendas. Não só de várias lojas aqui da ilha mas também da ilha do Sal”, disse ao Expresso das Ilhas Izaurinda Almeida, assistente da coordenação do projecto.

“ Já estamos a planear a nossa próxima feira, que desta vez será no norte. Somos de lá então, como é natural, as pessoas do norte também querem ter os nossos produtos e por isso, quando tivermos pronta uma quantidade de produtos vamos fazer lá a feira”, avançou ainda Izaurida Almeida.

A confecção dos produtos é toda ela feita de forma manual com recurso a produtos locais – a oferta passa por sabonetes artesanais á base de leite de burra, leite de cabra, argila, babosa (aloé vera), cacto da índia, neutro( especial para crianças), café, entre outros, e conservas de tâmaras, chutneys, etc.

No caso dos sabões – devido à necessidade de curar – há um intervalo de espera após o fabrico até estarem novamente em condições de abastecer o mercado. 

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Autoria:Chissana Magalhães,7 jan 2019 12:00

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  7 jan 2019 12:00

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