Com vida 1000 máscaras

PorSheilla Ribeiro,4 mai 2020 15:00

Amigas lançam campanha “Com vida 1000 máscaras” a fim de doar máscaras a algumas instituições e um dos bairros periféricos da cidade Praia. Além disso, a campanha visa ainda possibilitar aos costureiros algum rendimento durante o estado de emergência.

Em conversa com o Expresso das Ilhas, uma das mentoras da diligência, Glória Martins, fez saber que a ideia da campanha surgiu durante uma conversa informal com a sua amiga Lívia Semedo, por estarem preocupadas com o acesso às máscaras por parte de pessoas que não têm possibilidades de comprar uma.

A iniciativa parte pois de “duas pessoas que estão preocupadas com a situação da pandemia e a situação das pessoas que não têm meios de comprar uma máscara, algo que é tão bom para elas como para nós: quando ajudamos as pessoas a protegerem-se a si mesmas, também nos protegemos a nós mesmos e à sociedade”, considera.

A campanha foi lançada há 7 dias e divulgada através da rede social Facebook. Cada pessoa pode contribuir doando pedaços de tecido que tenha em casa, de preferência em algodão, elásticos e linhas para costura; doando um valor monetário para aquisição de material para confecção das máscaras e suporte dos custos com os costureiros ou ainda confeccionado as máscaras.

“Estamos a aproveitar os costureiros que naturalmente deveriam estar a trabalhar, mas, que neste momento não estão a trabalhar em função da fraca procura devido ao estado de emergência”, revela, acrescentando que alguns dos costureiros são voluntários.

A ideia é, conforme Glória Martins, distribuir as máscaras antes do fim do estado de emergência. Logo que estiverem prontas, continua, as máscaras serão encaminhadas para algumas instituições para que sejam doadas.

“Já temos ideia de doar as máscaras para a Tenda El-Shaddai, também para a Associação de Crianças Portadoras de Necessidades Especiais, estamos a ver os grupos de pessoas com maior risco e comunidades pobres. Por exemplo, a igreja sugeriu-nos o bairro Jamaica. Onde a gente vir que há pessoas com menos acesso às máscaras, vamos levar as mesmas”, afirma.

Apesar das limitações na divulgação da campanha, a mentora da campanha conta confeccionar mais do que mil máscaras, devido a grande adesão do público.

Segundo Glória Martins, houve um atraso na confeccção das máscaras porque estavam à espera da aprovação das recomendações técnicas para a produção das mesmas.

Glória Martins desafia ainda as Câmaras Municipais a aproveitarem todas doações feitas, em valor monetário ou tecidos, elásticos e linhas, para garantir aos costureiros um salário.

“Nós mobilizávamos, enquanto sociedade, os meios de produção. A partir daí seriam distribuídas máscaras para todas as pessoas, ou por um valor simbólico, ou de forma gratuita para quem não pode pagar. Seria uma boa ideia se as câmaras e as ONG, mesmo pessoas particulares aproveitassem essa experiência”, expressa.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,4 mai 2020 15:00

Editado porSara Almeida  em  4 mai 2020 15:00

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