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Rede fraudulenta enganou hotéis espanhóis com falsas intoxicações alimentares

PorExpresso das Ilhas,19 jan 2018 16:51

Rede de advogados baseada em Londres apresentava queixas contra hotéis espanhóis por alegadas intoxicações alimentares dos seus clientes britânicos. Justiça espanhola está a investigar o caso.

Rede de advogados baseada em Londres apresentava queixas contra hotéis espanhóis por alegadas intoxicações alimentares dos seus clientes britânicos. Justiça espanhola está a investigar o caso.

Ao longo de vários anos um grupo de advogados apresentou queixas contra hotéis de Maiorca por alegadas intoxicações alimentares dos seus clientes britânicos. Os hotéis, relata o El País, não querendo enfrentar morosos processos judiciais acabavam por indemnizar os clientes.

Com este esquema os clientes chegavam a receber indemnizações que rondavam os 18 mil euros livres de impostos. Depois de garantida a indemnização, o grupo de advogados ficava com 60% do dinheiro, cabendo os restantes 40% ao cliente.

O caso remonta a 2014 e as autoridades espanholas, citadas pelo El País, afirmam que os prejuízos dos hotéis podem chegar aos 60 milhões de euros. No entanto, em Setembro do ano passado, a Guardia Civil anunciou a detenção de sete pessoas envolvidas neste esquema e que se aproveitavam da permissiva legislação britânica no que respeita a reclamações para apresentarem queixas, em nome dos turistas, contra as agências que organizavam as viagens. Estas acabavam por indemnizar os clientes apresentando depois os custos aos hotéis maiorquinos.

A investigação só teve início depois de os hotéis terem apresentado diversas denúncias baseadas nas investigações feitas por detectives privados, que descobriram a existência de uma rede organizada para angariar turistas que estivessem dispostos a participar no esquema mediante a apresentação de uma reclamação contra o estabelecimento hoteleiro em que tivessem estado alojados.

Um relatório produzido pela Polícia Judiciária espanhola aponta que a Guardia Civil descrevia, como cabecilhas desta rede, dois homens que dirigiam o golpe a partir do Reino Unido. Naquele país geriam as reclamações que chegavam da ilha espanhola “mediante serviços de advogados ‘de pouca ética profissional’”, relata o El País.

Em Maiorca, o grupo era liderado por duas mulheres – mãe e filha, segundo as autoridades judiciais espanholas – e a quem é atribuído pelos investigadores um papel de dinamizadoras e que tinham a tarefa de contratar os angariadores de clientes.

Ainda segundo aquele jornal espanhol, uma das cadeias hoteleiras afectadas por este esquema fraudulento denunciou que, de Janeiro de 2016 até ao fim do verão desse ano, recebeu um total de 273 reclamações nas quais cerca de 700 pessoas reclamavam uma indemnização, o que implicou um custo de 4,3 milhões de euros e que se traduziu num aumento de 700% em despesas em relação aos números dos cinco anos anteriores. “Do número total de reclamantes, apenas 38 foram ao médico como consequência das intoxicações”, conclui o El País.

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Autoria:Expresso das Ilhas,19 jan 2018 16:51

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 jan 2018 16:51

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