Oposição togolesa retoma protestos contra Presidente do país

PorLusa,6 mar 2018 15:51

A coligação togolesa, que desde Agosto de 2017 se tem manifestado contra o Presidente do país, Faure Gnassingbé, irá retomar os protestos na próxima semana, disse hoje um porta-voz do grupo à agência AFP.

Os protestos tinham sido suspensos após o início de conversas entre as duas forças no dia 19 de Fevereiro.

"Decidimos retomar as manifestações na próxima semana, durante quatro dias: terça, quarta, quinta e sábado. O Governo não honrou os seus compromissos" relativos às próximas eleições, explicou à AFP Eric Dupuy, responsável pela comunicação da coligação.

Na semana passada, o Governo nomeou os membros das comissões eleitorais independentes para as próximas eleições, não tendo sido ainda anunciada uma data.

As últimas eleições legislativas datam de Junho de 2013, e os deputados foram eleitos para mandatos de cinco anos.

Uma delegação da oposição viaja hoje para Acra, no Gana, após um convite pelo Presidente ganês, Nana Akufo-Addo, que está disponível para desempenhar o papel de mediador.

Akufo-Addo prometeu consultar, separadamente, os manifestantes de Acra, antes de continuar as conversas em Lomé.

Desde Agosto de 2017 que a oposição tem realizado manifestações e outras acções de protesto para exigir a demissão de Faure Gnassingbé, que manifestou publicamente a vontade de se recandidatar a um terceiro mandato presidencial.

Com o apoio do Exército, Faure Gnassingbé sucedeu em 2005 ao seu pai, Gnassingbé Eyadéma, que dirigiu o país com "mão de ferro" durante 38 anos (o clã Eyadéma lidera o país há mais de 50 anos).

O actual presidente venceu depois as eleições de 2010 e 2015, ambas contestadas pela oposição, que alegou inúmeras irregularidades.

A 06 e 07 de Setembro, mais de 100 mil pessoas manifestaram-se em Lomé e várias dezenas de milhar nas cidades do norte do país, tradicionalmente apoiantes do clã Eyadéma, mas que, actualmente, se tornaram um feudo da oposição.

Em fins de Setembro, milhares de pessoas manifestaram-se em todo o país, tendo a repressão policial sido particularmente violenta em Mango, localidade junto à fronteira com o Gana, incidentes que provocaram um morto (uma criança de dez anos foi abatida com uma bala perdida disparada pela polícia) e mais de 20 feridos, segundo dados oficiais, ou três mortos, segundo a oposição.

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Autoria:Lusa,6 mar 2018 15:51

Editado porAndre Amaral  em  21 set 2018 3:22

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